[Verso 1]
13Éramos
uma pá de apocalíp
ticos
11De meros hippies, com um fal
so alarme...
12Economistas, médicos, polí
ticos
12Apenas
nos tratavam com escár
nio
12Nos
sas visões se reve
laram válidas
11E eles se cala
ram mas é tarde
12As noites tão ficando
meio cálidas
13E um mato grosso em cha
mas longe arde
14O verde
em cinzas se converte logo, logo
[Refrão]
6É fo
go, é fogo!
6É fo
go, é fogo!
[Verso 2]
12Éramos uns poetas lou
cos, místicos
11Éramos tudo o que
não era são
12Agora são com dados es
tatísticos
10Os cientistas que
nos dão razão
13De que valeu, em
suma, a su
ma lógica
13Do máximo consumo de ho
je em dia
12Duma bárbara marcha tec
nológica
11E da fé cega na tec
nologia?
16Há só um sentimento que é de dó e de malogro
[Refrão] (2X)
6É fo
go, é fogo!
6É fo
go, é fogo!
[Verso 3]
13Doce morada bela,
rica e ú
nica
11Dilapidada só como se
fôsseis
12A mina da fortuna
econômica
13A fonte eterna de energias
fósseis
11O que será, com
mais alguns graus celsius
14De um rio,
uma baía ou um
recife
13Ou um ilhéu ao
léu clamando aos
céus, se os
9Mares subirem mui
to, em tenerife?
15E dos sem-água, o que será
de cada súplica
5De cada rogo
[Refrão]
6É fo
go, é fogo!
6É fo
go, é fogo!
[Verso 4]
14Em tanta
parte, do ártico à Antár
tida
11Deixamos nossa marca no pla
neta
12A
liviemos já a pior par
te da
13Tragédia anunciada com trombe
ta
14O estrago
vai ser pago pela gente to
da
[Refrão]
6É foda! é
fogo!
6É fogo, é
fogo!
6É fogo, é
fogo!
7É a vida em
jogo!