Kiko-dinucci Veneno

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1: Rodrigo Ogi]

4Tenebroso
8Era assim o tal João
6Ficou tão famoso
10Porque dava surra em multidão
6Espalhafatoso
11Caminhando, esbarrou em um rapaz
6Jogoperigoso
11Poisa morte nuncaanda com cartaz
13E o João Valentãotomou satisfação
9E lhe disse: "Onde já se viu?"
14E levantou a camisa e mostrou um oitão
10E pagou de Polícia Civil
15Estava prestes a estapear o rapaz quando
9Alguém feito um relâmpago
13Veio pra apaziguar e assim lhe falou:
6"Toma cuidado, Jão
6Deixa isso pra lá
6Não vai pra grupo, não
5Fica ligeiro
5Nesse vespeiro
6Melhor não pôr a mão
7Com isso não vá mexer
7Não tem por que se meter
7Porque sei que vai dá nó
3Vai dá não
3Vai danar
3Vai doer"

[Verso 2: Rodrigo Ogi]

7O rapaz é belzebu
8E o seu sangue vai beber
9Feito vinho e fumando um
8Com o chicote te lamber
12E o dragão fala pro filho de Ogum:
7"Nem seu pai vai me deter
12Hoje eu vou te mandar pra catacumba
4quizumba!"
5Feito zabumba
5Coração bomba
6Com a perna bamba
4João tomba!
6Só que ele não cai
13Pois se apoia no balcão pedindo ao pai
14E agora sente que sua vida se esvai
7Feio na foto está
7E eu posso atestar
7O inferno é seu spa
12E essas férias não são etéreas
7Não tem como escapar
8E assim no solo bateu
9E a vida toda escorreu
6No copo do cão caiu
4E ele viu
4E ele riu
3E bebeu

[Verso 3: Rodrigo Ogi]

22Mas de repente deu um piripaque e o cão não aguentou a birita
22É muito forte o veneno do homem que até o capeta vomita
21Foi mais um caso daquele que quando alguém conta ninguém acredita
21E, como um passe de mágica, na minha frente João ressuscita
15E o cramulhão caiu no chão se escondendo da luz
15Sem condição de reação, se esvaindo em pus
18Se esvaindo em pus, ele falou para o pai de Jesus:
20"Eu não teria clemência se tivessem posto meu filho na cruz"