9Ainda mal o sol nascera
14Já a multidão descera à praça prin cipal
11Erao grande ajuste de contas
19E as pes soas estavam prontas a aca bar de vez com o mal
9Tinhamsido a nos a fio
12A lutar com a fome e com o frio
13Aosom de pro messas de pão e de conforto
12Agora opovo que ria o poder
10Já não tinha mais nadaa perder
10Quando um homem tem vi da de cão
7Maislhe vale ser morto
8O sangue correupelo chão
18Em nome da re volução e o povo acabou por vencer
9Celebrou-se a liberdade
20A igual dade e a fraternida de que a caba vam de nascer
10Mas ao chegar a vez de cada um
9Traba lhar pa ra o bem co mum
11Aí come çaram os dis sabores
10E em vez de ficarem unidos
10Divi diram-se em mil partidos
10Lá no fundo, todos queriam ser
4Ditadores
11E as crianças pareciamfeias
10No meio de tanta gentevelha
7Eu ouvi alguém gritar:
14"Meu Deus, estoutodo pi cado pe las abelhas !"
16Picado pe las abelhas, pica do pelas abelhas....
14E agora umtrafican te com ar obsceno
19Vai vendendo o seu vene no a quem trouxer o dinheiro na mão
18E um consumidor diz bai xinho que tem falta de carinho
11Ao ser arrastadopara a prisão
13E um vagabundo cheio de aguardente
13Diz que o desejo há-de estar presente
10Até aofim da cerimónia
12Enquanto um poetacom ar cansado
11Diz: "An tes só que mal acompanhado !"
7E ar ranca para mais
9Uma noite de insónia
10E as crian ças parecem velhas
10No meio de tanta gente feia
10Eu conti nuo a ouvir gritar :
14"Meu Deus, estoutodo pi cado pelas abelhas!"
16Picado pelas abelhas, picado pelas abelhas....
14Já a multidão desce
11Era
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10Já não tinha mais nada
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10Mas ao chegar a vez de ca
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10Lá no fundo, todos queri
4Dita
11E as crianças pareciam
10No meio de tanta gente
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18E um consumi
11Ao ser arrastado
13E um vagabun
13Diz que o dese
10Até ao
12Enquanto um poeta
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