Jorge-palma Cancao De Lisboa

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End rhyme Internal rhyme
7Os serões habituais
9E as conversas sempre iguais
13Os horóscopos, os signos e ascendentes
15Mais a vida da outra sussurrada entre dentes
12Os convites nos olhos embriagados
11Os encontros de novo adiados
10Nos ouvidos cansados ecoa
7A canção de Lisboa
8Não está só a solidão
8Há tristeza e compaixão
15Quando o sono acalma os corpos agitados
15Pela noite atirados contra colchões errados
13Há o silêncio de quem não ri nem chora
14Há divórcio entre o dentro e o fora
10Há quem diga que nunca foi boa
7A canção de Lisboa
4Mamã, mamã
7Onde estás tu, mamã?
9Nós sem ti não sabemos, mamã
6Libertar-nos do mal
4Mamã, mamã
7Onde estás tu, mamã?
9Nós sem ti não sabemos, mamã
6Libertar-nos do mal
9A urgência de agarrar
8Qualquer coisa para mostrar
13Que afinal nós também temos mão na vida
16Mesmo que seja à custa de a vivermos fingida
15O estatuto para impressionar o mundo
10Não precisa de ser mais profundo
11Que o marasmo que nos atordoa
7Ó canção de Lisboa
7As vielas de néon
8E as guitarras já sem som
13Vão mantendo viva a tradição da fome
17Que a memória deturpa e o orgulho consome
14Entre o orgasmo na gruta ainda fria
12E o abandono da carne vazia
10Cada um no seu canto entoa
7A canção de Lisboa
4Mamã, mamã
7Onde estás tu, mamã?
9Nós sem ti não sabemos, mamã
6Libertar-nos do mal
4Mamã, mamã
7Onde estás tu, mamã?
9Nós sem ti não sabemos, mamã
6Libertar-nos do mal