Gilberto-gil Logos Versus Logo

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End rhyme Internal rhyme
11Trocar o logos da posteridade
10Pelo logo da prosperidade
10Celebra-se, poeta que se é
13Durante um tempo a idéia radical
14De tudo importar, se para o supremo ser
14De nada importar, se para o homem mortal
11Abarrotam-se os cofres do saber
10Um saber que se torne capital
13Um capital que faça o futuro render
11Os juros da condição de imortal
7(Mas a morte é certa!)
11Trocar o logos da posteridade
10Pelo logo da prosperidade
11E assim por muito tempo busca-se
13O cuidadoso esculpir da estátua
14Que possa atravessar os séculos intacta
14Tornar perpétua a lembrança do poeta
12Mas chega-se ao cruzamento da vida
14O ser pra um lado, pra outro lado o mundo
15Sujeita-se o poeta à servidão da lida
12Quando a voz da razão fala mais fundo
7E essa voz comanda:
11Trocar o logos da posteridade
10Pelo logo da prosperidade
12E o bom poeta, sólido afinal
12Apossa-se da foice ou do martelo
16Para investir do aqui e agora o capital
15No produzir real de um mundo justo e belo
11Celebra assim, mortal que já se crê
10O afazer como bem ritual
12Cessar da obsessão pelo supremo ser
10Nascer do prazer pelo social
7E o poeta grita:
11Trocar o logos da posteridade
10Pelo logo da prosperidade
10Eis o papel da grande cidade
10Eis a função da modernidade