[Intro]
14Todo mun
do bateu
palma quando o cor
po caiu
16Eu
acabava de ma
tar o presidente do Brasil
[Verso: 1]
16A cri
minalidade toma conta da mi
nha mente
15Achei
que não teria que fazê-lo no
vamente
19Mas tenho pesa
delos recorrentes, o Temer na mi
nha frente
15E eu cantan
do: "Tô feliz, matei o pre
sidente"
16Fan
tasmas do passado,
dos meus tempos de as
sassino
18Quando eu matei o ou
tro, eu era apenas um
menino
15Agora,
palestrante, autor de livro infantil
14Não fica bem matar o presidente do
Brasil
15Mas a vontade é
grande, tá difícil se gu
rar
11Já
sei, vamos pra DP, vou me en
tregar
10Chama o de
legado, por
favor
8Sou Ga
briel o Pensador
11O ho
mem que eles amam o
diar
11Cantei "
FDP", "Pega
Ladrão", "Nunca Serão"
6E,
agora, chega
13Até quando a gente
vai ter que apanhar?
12Porra
da da esquerda e da di
reita
20Derruba
ram algumas
peças, mas a me
sa tá difícil de
virar
17Anota
o meu depoimen
to e me prende aqui
dentro
17Que eu não que
ro ir pra Bra
sília dar um tiro no **chel
15"
Ai, que mara
vilha! Mata mes
mo esse vam
piro
12Mas um tiro é
muito pou
co, Gabriel
7Mata
e canta assim:"
[Refrão]
12Ho
je eu tô feliz, ho
je eu tô feliz
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
14Matei o presiden
te, matei o presidente
12Ho
je eu tô feliz, ho
je eu tô feliz
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
14Matei o presiden
te, matei o presidente
[Verso: 2]
16Fiquei até
surpreso quando cor
reu a notícia
18E a polícia ofereceu apoio pra minha
missão
15"Ninguém vai te prender, policial também é
povo
17Já
matamos presidente, irmão, vai lá e faz de
novo"
16Que é isso? Eu sou da paz, detesto arma de
fogo
16De
ve ter outro jeito de o Brasil virar o
jogo
16"Que na
da, Pensador! Vai lá e não deixa ninguém
vivo
18Se é contra arma de fogo, vai no estilo dos na
tivos
18In
vade a Câma
ra e pega os sacanas distra
ídos
17Com veneno na za
rabatana, bem no pé do ou
vido
13Em nome da A
mazônia desmatada
22Leva um arco e
muitas flechas
e finca uma no coração de cada
17Cambada de
demônio, demo
rou, manda pro in
ferno
17Já tão todos de
terno, e pro enterro
vai facilitar
18Envi
a pro capeta
com as maletas de
dinheiro sujo
15De sangue de tantos bra
sileiros e vamos cantar"
[Refrão]
12Ho
je eu tô feliz, ho
je eu tô feliz
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
14Matei o presiden
te, matei o presidente
12Ho
je eu tô feliz, ho
je eu tô feliz
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
14Matei o presiden
te, matei o presidente
[Verso: 3]
18Áu
dio e ví
deo divulgados, crime escanca
rado
6Mas nem é jul
gado
13Já tinha comprado vá
rios depu
tados
11Fora o foro privilegi
ado
9Então
mata o desgra
çado
13Na comemoração tem a decapi
tação
17Cabeça vira bola e a pe
lada vai ro
lar (chuta)
11Corta a
cabeça dele sem perdão
17Que es
sa cabeça ro
lando vale
mais do que o Neymar!
16(É Pensa
dor, é Pensador,
é Gabriel,
o Pensador
16É Pensa
dor, é Pensador,
é Gabriel, o Pensador)
14Fácil, um tiro, só,
bem no olho
do safado
15E não me arrependo
nem um pouco
do que eu fiz
16Tomei
uma providência que me fez
muito feliz
[Refrão]
12Ho
je eu tô feliz, ho
je eu tô feliz
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
14Matei o presi
dente, matei o presidente
7Matei o presidente
21(Matei o presidente, matei o presidente, matei o presidente)
[Verso: 4]
18Eu não
matei nem vou ma
tar literalmente um presi
dente
14Mas se todos corruptos morressem de re
pente
18I
a ser tudo diferente, i
a sobrar tanto di
nheiro
18Que andaríamos nas
ruas sem temer o tempo in
teiro
20Seu pai não
ia ser assaltado,
seu filho não ia virar ladrão
15Sua mãe não ia mor
rer na fila do hospital
13E
seu primo não ia se
matar no Natal
16Seu profes
sor não ia leci
onar sem esperança
17Vo
cê não ia querer fazer
uma mudança de país
16Sua filha ia
poder brincar com
outras crianças
15E ninguém teria que matar nin
guém pra ser feliz
12Hoje, estar feliz é
uma ilusão
17E é o
povo desu
nido que se mata por par
tido
7Sem ra
zão e sem noção
14Chamando polí
ticos ridículos de
mito
17E
às vezes nem acredito num futuro mais bo
nito
24Quan
do o grito é sufocado pelo crime organizado institu
ído
18Que censura,
tortura e fatura em cima da
desgraça
15Mas, no
fundo, ainda creio no poder
da massa
18Nossa
voz tomando as praças, encurtando as di
ferenças
16Recompondo essa bagaça, quero é re
compensa
12O Pensador
é contra vio
lência
18Mas aqui a gente
peca por excesso de paci
ência
14Com o "rouba,
mas faz" dos verdadeiros
marginais
14São
chamados: Dou
tor e Vossa Excelência