[Intro]
17Chegou a hora de
acabar com os marajás! Sou Collor!
17—Ouçam, todos, foi executado o nosso presi
dente-
31—
Pera aí, pera aí, que que essa mú
sica tá fazen
do aí? Virou flash
back o disco? É flashback?
23—Flashback, não. É
tua primeira música, de 92.
Tá cuspindo no
prato que comeu?
28—Não, rapá, é
que isso aí já passou. Hoje eu tô feliz, 'cê tá feliz? Já
tamo em outra
26—Que outra
o que, mané? Cê vai censurar tua pró
pria música do disco agora?
32—Ah, tá bom, tá cer
to. Vai como recordação
pra quem já ouviu, então. Pra quem não
ouviu... Rola aí,
DJ Frias
17Che
gou a hora de acabar com os marajás!
Sou Collor!
44—Ouçam, to
dos, foi executado o nosso presidente.
Aqui e ago
ra, vamos escu
tar Gabriel, o Pensa
dor, principal suspeito do
crime
22—Suspeito não, culpado, rapá. Pode fa
lar aí que eu assumo
mermo
11Como acon
teceu a tragédia?
33—
Encontrei ele
e a mulher na rua
e não resisti: pe
guei um pedaço
de pau que ta
va no chão e aí...
[Verso 1: Gabriel, o Pensador]
15Atirei o pau no rato,
mas o rato não morreu
20Dona
Rosane, admirou-
se do ferrão três-oi
tão que apa
receu
14Todo mundo bateu
palma quando o corpo caiu
16Eu
acabava de matar o presiden
te do Brasil
14Fácil, um tiro só, bem no olho do sa
fado
14Que morreu ali
mesmo, todo ensanguentado
16Quê?
Saí voado com a polícia atrás
de mim
15E enquanto eu fu
gia eu pensava bem
assim:
22"Tinha que ter tirado uma foto na hora em que o sangue es
pirrou
11Pra mostrar pros meus
filhos, que
lindo,
pô"
15Eu tava
emocionado mas corri pra
valer
14E con
segui escapar, ah tá pensando
o quê?
9E quando eu
chego em
casa,
6o que eu vejo
na TV?
12Primei
ra dama chorando pergun
tando
2"por
quê?"
16Ah! Dona Rosane dá um tempo num enche num
fode
13Não
é de hoje que seu choro não con
vence
17Mas se vo
cê quer saber porque eu matei o Fernandinho
16Presta atenção sua puta
escuta di
reitinho
16Ele ganhou a eleição e se es
queceu do povão
14E uma coisa que eu não admito
é traição
13Pro
meteu, prometeu, prometeu e não cumpriu
14Então eu fuzilei, vá pra puta que
o pariu
12É "podre sobre podre" essa
novela
3É Magri
,
4é Zéli
a
14É Alceni com bicicle
ta e guarda-chuva
15LBA, Previdência, chega dessa indecênci
a
18Eu
apertei o
gatilho e agora você é
viúva
14E não me
arrependo nem um pouco do
que fiz
16Tomei uma providência que me fez muito
feliz
[Refrão]
10Hoje eu tô feliz (
Minha gente)
14Hoje eu tô feliz (Minha gente,
minha gente)
10Hoje
eu tô feliz (
Minha gente)
13Ho
je eu tô feliz, matei
o presidente
10Ho
je eu tô feliz (Minha gente)
15Ho
je eu tô feliz (Minha ge-,
minha-minha gente)
10Ho
je eu tô feliz (Minha gente)
13Ho
je eu tô feliz, matei o presidente
[Verso 2: Gabriel, o Pensador]
13Eu tô feliz demais então fui co
memorar
14A multidão me viu e começou a
festejar
16"É Pensa
dor, é Pensador, é Gabriel, o
Pensador
16É Pensa
dor, é Pensador, é Gabriel, o Pensador
16É Pensa
dor, é Pensador, é Gabriel, o Pensador
16É Pensa
dor, é Pensador, é Gabriel, o Pensador"
16Me carregaram nas costas, a gritaria
não parou
21Eu disse "Eu sou fugi
tivo gente não grita
o meu nome,
por favor!"
16Ninguém me
escutou e a polícia me encontrou
13Tentaram me prender, mas o povo
não deixou
13"O povo unido ja
mais será ven
cido"
17Uma festa desse
tipo nunca
tinha aconte
cido
16Ta
va bonito de
mais, alegria
e tudo em paz
15E
ninguém vai bloquear nosso di
nheiro nunca mais
19Corinthiano
e palmeirense,
flamenguista e vascaíno
17Todos juntos com a bandei
ra na mão cantando o
hino
14"Ouviram do I
piranga às margens
plácidas
14De um povo he
roico o brado retum
bante"
17E começou
o funeral e o povo todo
na moral
19In
vadiu o cemitério numa festa e
mocionante
16Entramos no cemité
rio cantan
do e dançando
19E o presi
dente estava lá já deitado
nos esperando
16Todos viram no seu o
lho a bala do meu três-oi
tão
17E em coro elogiamos nos
so atleta no caixão
14"Bonita
camisa, Fernandinho (Há-há-há-
há!)
14Bonita camisa, Fernandinho! (
I-hi-
hé-hé)
13Bonita camisa, Fernandinho! (U-hú-hú)
15Você nes
sa roupa de
madeira tá bo
nitinho
12Bonita
camisa, Fer
nandinho! (Bala!)
12Bonita camisa, Fernandinho! (Brasil)
15Bonita camisa, Fernandinho! (
I-hé-há-há-há)
15Você nessa rou
pa de madeira tá boniti
nho
18E
como sempre lá também tinha um grupo mais
exaltado
17Então depois de pou
co tempo o caixão foi
violado
17O defunto foi de
golado, e o corpo
foi queimado
29Mas depois não vi mais nada porque eu já ta
va cercado de mulheres e a
quilo me ocu
pou
12"
Ai deixa eu ver seu revólver Pensa
dor!"
17Então eu
vi um pessoal numa pelada dife
rente
16Jogando futebol com a cabeça do Presi
dente
17E a festa continuou nesse clima
sensacional
15Foi no Brasil inteiro
um verdadeiro car
naval
20Teve um
turista que estranhou tan
ta alegri
a e emoção
13Chegando no Brasil me pe
diu informação:
15O Brasil foi cam
peão? Tá todo
mundo contente!
14Não amigão, é
que eu matei
o presidente
[Ponte]
6Bala,
ba-, ba-, b-b-b-bala
7Ba
la, ba-, bala,
morreu
4Morreu, morreu
18Mor
re-morre-morre-morre-morreu, morreu-morreu, morreu, morreu
[Refrão]
10Hoje eu tô feliz (
Minha gente)
14Hoje eu tô feliz (Minha gente,
minha gente)
10Hoje
eu tô feliz (
Minha gente)
13Ho
je eu tô feliz, matei o
presidente
14Ho
je eu tô feliz (Minha gente,
minha gente)
13Ho
je eu tô feliz (Minha g-, mi-
minha gente)
12Ho
je eu tô feliz (Minha-minha-mi
nha)
13Ho
je eu tô feliz, matei o presiden
te
[Verso 3: Gabriel, o pensador]
10E o velório vai ser
chique
6Sem falta eu tô
lá ([?])
12E ou
vi dizer que é o PC que vai pa
gar
[Refrão]
10Hoje eu tô fe
liz (Minha gente)
10Hoje eu tô feliz (Minha gente)
10Hoje eu tô feliz (Minha gente)
13Hoje eu tô feliz, matei o presidente