[Refrão]
7Sangue pra
sua sede
8Ódio na
sua rede
8Seus
ouvidos têm paredes
12E as mentiras travam a
suavisão
10Tempossombrios, pei
tos vazios
22Vocêfoi estran
gulado quan
do o ar ficou
pesado den
tro do pulmão
11Sopro
de vida mal a
gradecida
22Do parto à
partida, nossa pre
sença aqui de
via ser uma missão
15Se a
vida é um sopro, eu abro a janela
15Se o mar é de lama,
eu uso as minhas velas
12E busco a luz no fim da escuridão
[Verso 1]
13Vou me liber
tar da escravidão
da mente
14E
xalar o que é impu
ro do meu coração
15Mas não quero a
liberdade isola
damente
12Liberdade vigiada é i
lusão
12A calamidade,
a banalidade
10A dignidade já ficou
no chão
7Chove impu
nidade
21Quando
a lama invade, morre uma cidade, morre u
ma nação
24A
nestesiados pe
las novidades vistas
pelo Insta ou na te
levisão
27Nós
compartilhamos nossa insensibi
lidade quando atrocidade vira
diversão
12O sui
cida estava prestes a
pular
16As pessoas
se apressaram pra pegar o ce
lular
18As memórias estavam cheias e pe
diram pra espe
rar
16"Por favor, não pule agora, nós queremos te fil
mar!"
15E
le ouvindo lá de
cima não enten
dia bem
11E não
reconheceu ninguém na
rua
14Mas achou
que aquela gente lhe que
ria bem
13E que aquela dor não era mais só
sua
13De
sistiu de de
sistir, retomou a
calma
14E todos foram embora quan
do ele desceu
14O
silêncio aliviou a sua
alma
13E
o milagre foi que na
da aconteceu
11Deus 'tava vendo um jogo lá
no céu
14Um anjo deu ca
neta e
o outro deu
chapéu
35Não sei
se era um meni
no do Flamengo ou qual
quer outro ado
lescente da Rocinha,
da Mangueira ou do Borel
16Quantas mães em desespe
ro choram nos seus traves
seiros
9Toda noite um pesa
delo
16Quantas mais farão apelos
pela justiça divina
9Já que a justiça não veio
19Pânico, assalto, cha
cina, estupro, arrastão, tiro
teio
[Ponte]
16Pra
eles não impor
ta, gente viva ou
gente morta
8É tudo
a mesma merda
10Os velhos nas
portas dos hospitais
10Crianças mendigando
nos sinais
10Pra eles,
nós somos todos iguais
21Operários, empresários, presidiários e po
liciais
11Nós somos os otários
ideais
15A paz é contra a lei e a lei é con
tra a paz
11Essa tribo é atrasa
da demais
[Verso 2]
6A
morte é banal
11Nos filmes, nos games,
na vida real
5Matar é normal
23Na sala
de aula em Suzano e
na verba roubada por bai
xo dos panos
10Precon
ceito racial, so
cial
14Intolerância religiosa, se
xual
36E os poderosos alimentam a igno
rância que sustenta
a sua ga
nância e tudo fica sempre
igual
[Refrão]
7Sangue pra
sua sede
8Ódio na
sua rede
8Seus
ouvidos têm paredes
12E as mentiras travam a
sua visão
10Tempos sombrios, pei
tos vazios
22Você foi estran
gulado quan
do o ar ficou
pesado den
tro do pulmão
11Sopro
de vida mal a
gradecida
22Do parto à
partida, nossa pre
sença aqui de
via ser uma missão
15Se a
vida é um sopro, eu abro a janela
15Se o mar é de lama,
eu uso as minhas velas
12E busco a luz no fim da escuridão
[Saída]
12Me
libertei da escravidão da
mente
13Derrubei o muro que separa a
gente
13Professores são
heróis diaria
mente
12Obrigado por plantar essa se
mente
15Na mu
dança do presente, eu
moldo o futuro
13Essa lama não vai ser maior que a
gente
13Vou em
frente porque o meu amor é
puro
16É o abraço
do bombeiro com o sobrevi
vente