[Intro]
12Acontece
nas melhores famí
lias
7Ãh, história
real
11Poderia
acontecer com você
5Era uma vez
[Verso 1: Gabriel o Pensador]
14Dois irmãos gêmeos, um
bonito e um fei
o
17Des
de cedo o boni
to sacaneava o fei
oso
18Dizendo que ele mais
tarde ia
trabalhar num ro
deio
17Fazer careta pro touro e dei
xar o bicho nervo
so
16"Cala a boca, pentelho!", respondia o fe
inho
15"
Vai casar com o espelho? Então fica sozi
nho"
16E o
feio saía sem
pre fazendo ami
zade
14Sem a menor vaidade, po
pular na ci
dade
18Na adolescênci
a, malandro,
mandava bem nas fes
tinhas
19E o
bonito bolava se
aparecia uma es
pinha
14"
Que espi
nha nem cravo,
meu irmão, não es
quenta!
15Eles a
pagam a luz
antes da música
lenta!"
[Refrão]
7Uh, uh, uh, que be
leza!
7Uh, uh, uh, que be
leza!
7Uh, uh, uh, que be
leza!
6Pedro e Renato
7Uh, uh, uh, que be
leza!
[Verso 2]
7E muito tempo depois
16Ven
do o seu irmão tão lindo e tão mal humorado
14O feio,
sorrindo, criou um
belo ditado:
26"A beleza
é passageira, mas feiura é um bem que a gen
te tem pra vida in
teira"
17A mulherada gostava, a natu
reza foi sá
bia
18E
le perdia em boniteza, mas ganhava na lá
bia:
17"A
í, gatinha, chega aí, chega mais perto, não
tema
11Eu sou 100% feio, eu sei, qual o pro
blema?
16Eu sou feio mas te faço feliz, com pala
vras gentis
10Um papaia com licor
de cassis
16O
feio sabe o que
faz, o feio sabe
o que diz
12Os
detalhes sutis, você vai
pedir bis
16Mais vale um feio maduro que dez galãs
infantis
15Então pensa num
ator que eu penso nu
ma atriz
16Apaga a
luz e vem que o
amor é cego, meu bem
16Abre a porta e vai entran
do que eu entro também"
[Refrão]
7Uh, uh,
uh, que beleza!
7Uh, uh, uh, que beleza!
7Uh, uh, uh, que beleza!
7Uh, uh, uh, que beleza!
[Verso 3]
10É
dos feios que elas
gostam mais
14O feio não vacila, o feio cor
re atrás
14E corre
na frente, é
valente, che
ga junto
16Um feio inteligente nunca fica sem
assunto
27Já o boni
to é diferente: con
fia na beleza e
fica meio…
diz, displicente
20E nes
se meio tempo em que
o bonito só pen
sou no visual
13O feio se arrumou e
ganhou na moral
12Na real, o bonito
se dá mal geral
15Quando é festa, churrasco, pago
de ou carnaval
18Porque sempre que a mulher acompanhada
perde a linha
13Só olha pro bonito "Nos
sa, que gracinha!"
15Mas aí o maridão, que já tá
cheio de cana
16Junta logo
os outros cornos pra jun
tar o bacana
14E se tiver
tiro, o bo
nito é que
morre
19O corno corre,
a mina chora e a
divinha quem so
corre?
14Acertou em chei
o quem achou que é o fei
o
17Que execu
ta a mulher do alheio sem tiroteio
15E se
a própria mulher depois resolve con
tar
16O
marido traído se recu
sa a acredi
tar
22"Quem?! Aquele
cara ali? Ah, fala sé
rio! Se é com e
le pode ir”
[Refrão]
7Uh, uh,
uh, que beleza!
7Uh, uh, uh, que beleza!
7Uh, uh, uh, que beleza!
5Dá-lhe, Renato!
4Dá-lhe, Pedrão
7Uh, uh, uh, que beleza!
[Ponte]
16E diz o feio: "Eu
sou feio, mas eu faço
bonito
14E as mulhé dão grito, e as mulhé
dão grito!
12Eu
sou feio, mas a sorte me escolhe
15E as
mulhé dão mole, e as
mulhé dão mole!" (x2)
[Outro]
14E assim ter
mina nossa histó
ria real
16O bonito fez uma plás
tica, ficou feio tam
bém
13E todos vive
ram felizes para sempre
12Na
Prainha, Rio
de Janeiro, Brasil
12Pai barba, seus
filhos: Renato e
Pedro
10Quem qui
ser pode ir
lá conferir
5Fei
o não paga
7Uh, uh, uh,
que beleza!
9É, feio lá só
paga meia
7Uh, uh, uh, que beleza!
12É por isso que é
sempre casa chei
a
7Uh, uh, uh, que beleza!
7Que beleza, garoto
7Uh, uh, uh, que beleza!
10É dos fei
os que elas gostam
mais
7Uh, uh, uh, que beleza!