[Verso 1: Capicua]
16Meu nome é
Ana e sou viciada
em música
17É ela quem me cha
ma quando eu já não es
tou lúcida
16Quando o mundo desaba e
o coração se
quebra
21É ela que o cola e
sara, ela é que me devolve à
Terra
9Ella como Fitzgerald, du
ra como a
2bat
tle
9Eu gosto dela ne
gra como
4heavy me
tal
14Bela com som ou a capella,
zuca como no
vela
17Tuga como a minha terra ou
afro como o
Fela
19Ela é co
mo um exorcis
mo e eu cismo em viver
dela
18É imprevista co
mo um sismo e eu finjo conhecê-
la
19Se ela é
o que eu fa
ço hoje, foi a
única sa
ída
15E foi um DJ,
de facto, que salvou
a minha vida
[Verso 2: Emicida]
5Noite camufla
6Sumo, supra-
sumo
7Eu, rumo ao a
bismo
7Tipo Gizmo ba
tismo
6Domínio, uno
5Luzes do
globo
6Cores do to
do diz
15Dá até a impressão que todo mundo é
feliz
7Os ladrão, as meretriz
4Brindes
de fel
6Lembrei da voz
do Blues
10Os passarinho e as
cascavel
9Veneno é mel
no inferno
7Sou Xangô
sem alarde
14Minha alma não vai se fundir com
os covarde
4Vim pe
lo som
6Meu bom,
meu dom, meu Deus
14Zoom no piston, toca, alvo da
fé dos ateus
16Tonelada
e mais tonelada de
tretas, su
jeira
17Solidão como karma
e a música de compa
nheira
1Fui
[Refrão: Rael]
10Ela surge como um
vendaval
8For
ça que me faz
existir
9És enredo do meu
Carnaval
9E
la é Jamelão, Zé Ke
ti
9Ela quem me afas
ta do mal
8Me livra dos pé de bre
que
8Minha oração,
ritual
5Ela
é quem é
[Verso 3: Valete]
16Pra
mim biográfico, pra ti cinematográ
fico
15Eu
tava nos barracos dos bairros problemá
ticos
16Meus putos
tavam na batida do dinheiro rá
pido
18A tentar sair do bura
co através do narcotrá
fico
15Meu ma
no Dida disse Viris, vê se te res
guardas
16Fi
ca na retaguarda, nesta vi
da não te enquadras
13Aqui é só ven
der quartas, fugir dos guardas
17Correria e esquadras,
a tua cena são as
quadras
18Larguei
a rua insana, re
solvi rimar o pano
rama
18Hoje sentes os quilo
gramas de versos
que eu kamasutro
17Divulgo a
trama nesta mi
nha rotina
suburbana
17Componho dramas tão
vívidos, chamam-me de drama
turgo
16Metade dos
meus manos hoje estão encarce
rados
15Meu mano Osvaldo, baleado e enter
rado
15Tenho
sempre as caras deles nos meus pesa
delos
21Se
não me tivesse afastado teria acabado como
eles
17Hoje sou
eremita, veículo da
rima hones
ta
16Com
penetrado co
mo um islamita na mes
quita
14Eu limo ares
tas nestas palavras funes
tas
15Lágrimas e luto, não há fes
ta nesta escri
ta
[Refrão: Rael]
10Ela surge como um
vendaval
8For
ça que me faz
existir
9És enredo do meu
Carnaval
9E
la é Jamelão, Zé Ke
ti
9Ela quem me afas
ta do mal
8Me livra dos pé de bre
que
8Minha oração,
ritual
5Ela
é quem é