[Intro: Pastoras do Rosário]
9Lá-ia, lá-
ia, lá, ia
9Lá-ia, lá-
ia, lá, ia
9Lá-ia, lá-
ia, lá, ia
9Lá-ia, lá-
ia, lá, ia
[Verso 1: Emicida]
16O cheiro doceda
arruda, penso
emBuda calmo
17Tenso, busco uma
ajuda, àsvezes
me vem o Salmo
16Tira a
visão que iluda, é ti
po um oftalmo
21E eu, que vejo além de um palmo, por mim, tu, Ubuntu, algo
almo
16Se for pra
crer num terreno, só no que nós tá ven
do memo'
25Resumo
do plano é
baixo, pequeno e
mundano, sujo, inferno
e veneno
16Frio, inverno
e sereno, repressão e
regressão
25É um lu
xo ter calma e a vi
da escalda, tento ler almas pra além
de pressão
20Nações em declive na mão
desse Barrabás, onde
o milagre jaz
24Só pro
va a urgên
cia de livros pe
rante o estra
go que um sábio faz
10Imersos em dívidas
ávidas,
9sem noção
do que são dádivas
25Num tem
po onde a única que ainda corre livre aqui são nossas
lágrimas
24E
eu voltei pra matar tipo infarto, depois
fazer renascer, estilo
parto
18Eu me
refaço, farto,
descarto, de pé no chão, homem
comum
19Se a bên
ção vem a mim, reparto, in
vado cela, sala, quar
to
18Rodei o globo,
hoje tô cer
to de que todo mundo é
um
[Refrão: Emicida com Pastoras do Rosário]
14E tu
do, tudo, tudo, tudo
que nós tem é nós
10Tudo, tudo, tu
do que nós tem é
11Tudo, tudo, tudo
que nós tem é nós
10Tudo, tudo, tu
do que nós tem é
13Tudo, tudo, tudo, tudo
que nós tem é nós
10Tudo, tudo, tu
do que nós tem é
11Tudo, tudo, tudo
que nós tem é nós
10Tudo, tudo, tu
do que nós tem é
[Ponte: Emicida]
12Ca
le o cansa
ço, refaça o laço
10O
fereça um a
braço quente
11A música é só u
ma semente
20Um sorriso
ainda é a única língua que to
dos entende
12Ca
le o cansa
ço, refaça o laço
10O
fereça um abraço quente
11A música é só uma semente
20Um sorriso
ainda é a única língua que todos entende
9(Tio, gente é
pra ser gentil)
[Verso 2: Emicida & Fabiana Cozza]
13Ti
po um girassol, meu olho busca
o sol
21Mano, crer que
o ódio é so
lução, é ser sommelier de
anzol
19Barco
à deriva sem farol, nem sinal de aurora bo
real
24Minha voz corta a
noite igual um rouxinol, no foco de pôr o amor
no hall
15Tudo que bate é tambor, todo tambor vem
de lá
15Se o coração é o senhor, tudo é Á
frica
17Pôs em prática,
essa tática,
matemática, falou?
15Enquanto a terra não for livre, eu também
não sou
13Enquanto
ancestral de quem tá por vir,
eu vou
17E cantar com
as menina enquan
to germino o a
mor
16É empíri
co, meio oníri
co, meio Ki
riku
5, meu es
pírito
9Quer
que eu tire de tu
a dor
23É mil volts a
descarga de tanta luta, adaga que rasga com força
bruta
25Deus, por que
a vida é
tão amarga? Na terra
que é casa da cana-de-a
çúcar
23E essa sobrecarga frus
tra o gueto, embar
ga e assusta ser suspeito
28Recarga que
pus, é que igual a Jesus, no
caminho da luz, todo mundo é pre
to, ame, pois...
18S'embora
que o tempo é
rei, vive agora,
não há depois
17Ser templo da paz, como
um cais que vigora nos maus
lençóis
20É um-dois, um-dois, longe
do playboy, como monge sois, fon
te como sóis
17No front
sem bois, forte como nós, lembra a "Rua é Nóiz"
[Refrão: Emicida & Pastoras do Rosário]
11Tu
do, tudo, tudo
que nós tem é nós
(
13Tudo,
tudo,
tudo, tudo
que nós tem é nós
)
12Tudo,
tudo, absolutamente
tudo
(
11Tudo,
tudo, tudo
que nós tem é nós
)
12Tudo que nós
tem é isso: uns aos
outros
(
13Tudo,
tudo,
tudo, tudo que nós tem é
nós
)
13Tu
do o que nós tem é uns aos outros,
tudo
(
13Tudo,
tudo,
tudo, tudo que nós tem é
nós
)
[Saída: Pastor Henrique Vieira]
11Vejo a vida passar num ins
tante
14Será tempo o bastante que
tenho pra viver?
7Não sei,
não posso saber
13Quem se
gura o dia de amanhã na mão?
20Não há quem possa acrescentar um milí
metro a cada es
tação
13Então, será tudo em vão? Banal? Sem
razão?
14Seria... Sim, seria, se não fosse o
amor
20O amor cuida com cari
nho, respira o outro, cria o
elo
21O vínculo de todas as
cores, dizem que o amor é ama
relo
19É certo na incerteza, socorro no meio da correnteza
25Tão simples como um grão de areia, con
funde os poderosos a cada mo
mento
18Amor é deci
são, atitude, muito mais que senti
mento
22Alento, fo
gueira, amanhecer, o
amor perdoa o imperdoável
10Resgata a dignidade
do ser
15É espiri
tual, tão carnal quanto ange
lical
14Não tá no dogma ou preso
numa reli
gião
13É tão antigo quanto a eterni
dade
11Amor é espirituali
dade
12La
tente, potente, preto, poe
sia
19Um ombro na noite quieta,
um colo pra começar o
dia
15Filho, abra
ce sua mãe, pai,
perdoe seu
filho
10Paz é reparação, fruto
de paz
8Paz não se constrói com
tiro
15Mas eu miro, de frente, a
minha fra
gilida
de
11Eu não tenho a bolha da prote
ção
11Queri
a eu guardar tudo que
amo
12No cas
telo da mi
nha imaginação
13Mas eu ve
jo a vida passar num ins
tante
14Será tem
po o bastante que tenho
pra viver?
9Eu
não sei, eu não posso
saber
18Mas enquanto houver amor, eu mudarei o
curso da vida
9Farei um altar pra comu
nhão
13Ne
le, eu serei um com o
mundo até ver
10O Ubuntu da emancipa
ção
16Por
que eu desco
bri o segredo que me faz hu
mano
11Já não está mais
perdido o
elo
11O amor
é o segredo de
tudo
11E eu pin
to tudo em amare
lo