[Intro: Larissa Luz]
13Com a
fé de quem olha do
banco a cena
12Do gol que nós mais precisavanatrave
12A felici
dade dobranco é plena
14A
pé, trilha embra
sa e barranco, que pena
10Se até pra so
nhar tem entrave
12A
felicidade do branco é plena
12A felicidade do preto é quase
[Pré-Refrão: Emicida]
13O
lhei no espelho, Í
caro me encarou
11"Cuida
do, não voa tão
perto do Sol
16E
les num 'guenta te
ver livre, imagina te
ver rei"
18O abutre quer te ver de
algema pra dizer, "Ó, num
falei?"
[Refrão: Emicida & Larissa Luz, Emicida]
8No fim das con
ta é tudo
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
11Quis tocar o céu, mas ter
minou no chão
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
11Quis tocar o céu, mas ter
minou no chão
[Verso 1: Emicida]
11Ela quis
ser chamada de mo
rena
22Que isso camufla
o abismo entre si e a hu
manidade plena
13A raiva insu
fla, pensa nesse es
quema
27A
ideia imunda, tudo inunda, a dor profunda é que todo mundo é meu
tema
12Paisinho
de bosta, a
mídia gosta
21Deixou
a falha e quer
medalha de quem cor
re com fratura exposta
22Apunhala
do pelas costa, esquar
tejado pelo im
posto imposta
12E co
mo analgésico nós pos
ta que
9Um dia vai
tá nos conforme
21Que um diploma é u
ma alforria, minha cor não
é uniforme
9Hashtags #Preto
NoTopo, bravo
21Oi
tenta tiros te lem
bram que existe pele alva
e pele alvo
13Quem disparou usava
farda (Mais u
ma vez)
20Quem te
acusou nem lá num
tava (Bando de espírito de porco)
18Porque um corpo
preto morto é
tipo os hit das pa
rada
14To
do mundo vê, mas essa porra não diz
nada
[Pré-Refrão: Emicida]
13O
lhei no espelho, Í
caro me encarou
11"Cuidado, não voa
tão perto do
Sol
16E
les num 'guenta te
ver livre, imagina te
ver rei"
17O abutre quer te ver
drogado pra
dizer, "Ó, num
falei?"
[Refrão: Emicida & Larissa Luz, Emicida]
8No fim das con
ta é tudo
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
11Quis to
car o céu, mas ter
minou no chão
8Ter pele es
cura é ser
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
11Quis tocar o céu, mas ter
minou no chão
(
5Ter
minou no chão
)
[Verso 2: Emicida]
19Pri
meiro 'cê sequestra e
les, rouba eles, mente sobre
eles
14Nega
o Deus deles, ofende, separa
eles
14Se algum so
nho ousa correr, 'cê para
ele
19E manda eles debater com a ba
la que vara eles,
mano
15Infelizmente onde se
sente o sol mais
quente
20O lacre
ainda tá pre
sente só no caixão dos adoles
cente
14Quis ser estrela e virou medalha num
boçal
18Que coincidentemen
te tem a cor que matou seu an
cestral
16Um primeiro salá
rio, duas fardas poli
ciais
16Três no banco trasei
ro da cor dos quatro Raci
onais
18Cinco vida inter
rompida, moleques de ouro e
bronze
17Tiros e tiros e
tiros, o menino levou 111 (Pou, pou,
pou)
13Quem disparou usava farda (Ismá
lia)
14Quem te acu
sou nem lá num tava (Ismáli
a)
16É a desu
nião dos preto
junto à visão sagaz
17De quem tem tudo, menos cor, onde a cor
importa de
mais
[Interlúdio: Fernanda Montenegro]
18Quando Ismália enlouqueceu, pôs-se na torre a
sonhar
14Viu uma lua no céu, viu outra lua
no mar
16No sonho em que se per
deu, banhou-se toda em
luar
14Queria subir ao céu, queria descer
ao mar
15E num desvari
o seu, na torre, pôs-se a
cantar
14Estava perto do
céu, estava longe
do mar
15E, como um anjo, pen
deu as asas para
voar
16Queria a lua do céu, queria a lua
do mar
14As asas
que Deus lhe deu ruflaram de par
em par
15Sua alma su
biu ao céu, seu cor
po desceu
ao mar
[Pré-Refrão: Emicida com Larissa Luz]
13O
lhei no espelho, Í
caro me encarou
11"Cuida
do, não voa tão
perto do Sol
16E
les num 'guenta te
ver livre, imagina te ver rei"
10O abutre quer
te ver no lixo
7pra di
zer, "Ó, num falei?"
[Refrão: Emicida & Larissa Luz, Emicida , Larissa Luz]
16No fim das conta é tudo
Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
11Quis tocar o céu, mas ter
minou no chão
8Ter pele es
cura é ser
8Ismália, Ismália
8Ismália, Ismália
4Ismália
(
4Ismália
),
4Ismália
(
4Ismália
)
11Quis tocar o céu, mas ter
minou no chão
5Ter
minou no chão
[Saída: Larissa Luz]
4Ismália
10Quis tocar o céu, ter
minou no chão