[Verso 1: Emicida]
21Era
um cômodo incômodo, sujo como um dra
gão de Komodo
13Úmido. Eu, homem da casa aos seis anos
15Mofo no canto todo, TV,
engodo, pronto
pro lodo
10Tímido? Por
ra! Somos reis, mano
10Olhos são elétrodos,
sério
12Topo, trombo,
corvos num cemi
tério
9De sonhos, graças à
leis, planos
7Troco de jo
go, vendo
15Roubo, pus a cabeça a
prêmio, ingênu
o
10Colhi sorrisos e falei "
Vamos"
18É o novo
tempo, momento pro novo ao sabor
do vento
12Me movo pelo
solo onde
reinamos
15Pondo pontos finais na dor como Do
ril, Anador
13Somos
a luz do Senhor, e po
de crer, tamo
8Constru
indo. Su ponho? Não
20Creio, meto
a mão, em meio a escuridão, pron
to, acertamos
15Nossos sorrisos
serenos hoje é o
veneno
15Pra quem trou
xe tanto ódio pra onde deita
mos
[Verso 2: Emicida]
5Eu sei (sei),
cansa
18Quem morre ao fim do mês: Nossa
grana ou nossa espe
rança?
5Delírio é
18Equilíbrio entre o nosso martírio e nos
sa fé
12Foi foda contar mi
galhas nos es
combros
18Lona preta esticada en
xada no ombro e na
da vim
7Na
da, enfim,
recria
21Sozinho, com a alma cheia de
mágoa e as panela
vazia
5Sonho
imundo
18Só
água na geladeira e eu querendo salvar
o mundo
10No fundo é ti
po David Blaine
9A mãe assu
me, o pai some
14De costume no máximo é
um sobrenome
7Sou o
terror dos clone
15Esses boy
conhece o Marx? Nóis co
nhece a fome!
11Então, cerra os punho
e sorria
19E jamais volte pra sua quebrada de mão e men
te vazias
[Refrão: Emicida]
8Então le
vanta e anda
7Vai, le
vanta e anda
7Vai, le
vanta e anda