[Estrofe 1: Dulce Pontes]
19Antigamen
te a velha
Chica vendia co
la e gengibre
19Antigamen
te a velha
Chica vendia cola e gengibre
21E
lá pela tarde, ela lavava a roupa do pa
trão importante
21E
lá pela tarde, ela lavava a roupa do patrão importante
[Estrofe 2: Waldemar Bastos & Ambos]
21E
nós os miúdos lá da
escola perguntávamos a vo
vó Chica
21Qual era a razão da
quela po breza, daquele nosso so
frimento
21E nós os miúdos lá da
escola perguntá
vamos a vo
vó Chica
21Qual era a razão da
quela po breza, daquele nosso sofrimento
[Refrão: Dulce Pontes & Waldemar Bastos]
18Xê, meni
no, não fala políti
ca, não fala política
7Não fala política
18Xê, meni
no, não fala políti
ca, não fala política
7Não fala política
[Estrofe 3: Waldemar Bastos]
15Mas a velha Chica embrulhada nos pen
samentos
20Ela sabia, mas não
dizia a razão daquele so
frimento
15Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos
20Ela sabia, mas não
dizia a razão daquele sofrimento
[Refrão: Dulce Pontes & Waldemar Bastos]
18Xê, meni
no, não fala políti
ca, não fala política
7Não fala política
18Xê, meni
no, não fala políti
ca, não fala política
7Não fala política
[Estrofe 4: Dulce Pontes]
18E o
tempo passou e
a velha Chica só
mais velha ficou
23Ela somente
fez uma cubata
com teto de zinco,
com teto de zinco
[Refrão: Dulce Pontes & Waldemar Bastos]
18Xê, meni
no, não fala políti
ca, não fala política
7Não fala política
18Xê, meni
no, não fala políti
ca, não fala política
7Não fala política
[Estrofe 5: Waldemar Bastos]
21Mas quem
vê agora o rosto
daquela senhora, da
quela senhora
20Só
vê as rugas do sofrimen
to, do sofrimento, do sofrimento
8E ela agora só
diz
[Estrofe 6: Dulce Pontes & Waldemar Bastos]
16Xê, menino,
quando morrer quero ver Angola
em paz
16Xê, menino, quando mor
rer quero ver Angola
em paz
12Quero ver Angola e o mundo
em paz
20Xê, menino, quando mor
rer quero ver Angola e o mundo
em paz