Dulce-pontes Ovelha Negra

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End rhyme Internal rhyme
9Chamaram-me ovelha negra
8Por não aceitar a regra
8De ser coisa em vez de ser
8Rasguei o manto de mito
8E pedi mais infinito
8Na urgência de viver
8Caminhei vales e rios
8Passei fomes passei frios
8Bebi água dos meus olhos
7Comi raízes de dor
9Doeu-me o corpo de amor
8Em leitos feitos escolhos
8Cansei as mãos e os braços
8Em negativos abraços
11De que a alma esteve ausente
8Do sangue das minhas veias
9Ofereci taças bem cheias
9Á sede de toda a gente
8Arranquei com os meus dedos
8Migalhas de grão, segredos
8Da terra escassa de pão
7Mas foi por mim que viveu
7A alma que Deus me deu
7Num corpo feito razão