Dulce-pontes Fado Portugues

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End rhyme Internal rhyme
[Estrofe 1]

17O Fado nasceu um dia, quando o vento mal bulia
9E o céu o mar prolongava
17Na amurada dum veleiro, no peito dum marinheiro
9Que, estando triste, cantava
9Que, estando triste, cantava
[Refrão 1]

8Ai, que lindeza tamanha
18Meu chão, meu monte, meu vale de folhas, flores, frutas de oiro
9Vê se vês terras de Espanha
15Areias de Portugal, olhar ceguinho de choro
[Estrofe 2]

16Na boca dum marinheiro do frágil barco veleiro
10Cantando a canção magoada
18Diz o pungir dos desejos do lábio a queimar de beijos
9Que beija o ar e mais nada
9Que beija o ar e mais nada
[Refrão 2]

8Mãe, adeus, adeus, Maria
18Guarda bem no teu sentido que aqui te faço uma jura:
10Que ou te levo à sacristia
16Ou foi Deus que foi servido, dai-me no mar sepultura

[Estrofe 3]

20Ora eis que embora outro dia quando o vento nem bulia
9E o céu o mar prolongava
17À proa doutro veleiro, velava outro marinheiro
9Que, estando triste, cantava
9Que, estando triste, cantava
[Refrão 1]

8Ai, que lindeza tamanha
18Meu chão, meu monte, meu vale de folhas, flores, frutas de oiro
9Vê se vês terras de Espanha
15Areias de Portugal, olhar ceguinho de choro
8Ai, que lindeza tamanha
18Meu chão, meu monte, meu vale de folhas, flores, frutas de oiro
9Vê se vês terras de Espanha
15Areias de Portugal, olhar ceguinho de choro