Djonga Fome

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1]

12Usando roupa cara pra fazer valer
12O algodão colhido pelos ancestrais
15Isso é Deus escrevendo em suas linhas tortas
17É o que explica o arco íris após os temporais
16O que antes era ódio virou consciência
15Meu rivais têm sobrenomes, cheio de consoante
16E quem atira ainda mora em um simples kitnet
18“Por isso eu quero mais que um grammy esquecido na estante
13O melhor não é aquele sempre acerta
17Mas sim o que aproveita o erro do adversário
13Sе eles dormem еu nem pisco (Nem cochilo)
20E não é só porque o olho não fecha que sou visiorio
15O lobo se tornou cachorro pra não ser caçado
13Por isso nós queria sentar na mesa, boy
16Nessas aí que alguns irmão foram domesticado
13Na coleira do vilão, gritando meu herói!
9Não confio nem no espelho
17É que ele é ao contrário, a imagem que me dá
9Não é o que eu represento
15Não vou trocar o moleque, que só pensa em dançar
16Por um adulto covarde que só pensa em sustento
18Mudar minha realidade era uma causa urgente
14Mudei, então me chame de santo expedito
11fiz pra alimentar nossas bocas
10Hoje eu faço pra alimentar
10Minha alma e meu espírito

[Refrão]

13É que eu ainda tenho fome, mano, oh
13Juro que ainda tenho fome, mano, oh
13É que eu ainda tenho fome, mano, oh
13Juro que ainda tenho fome, mano, oh
[Verso 2]

9Depois que eu parei de perder
10Competir não me interessa mais
9Sempre foi pelo desafio;
13Sou movido a dúvidas e não respostas
15De quem tem muitas certezas, mano, eu desconfio
17Quero entender porque eu faço tudo pelas moedas
17Ou porque a pati só me olha e eu fico no cio
17Ou porque me incomoda Taylor que é tão coerente
14Mas amo Kanye que diz coisas que repudio;
15Era um busão lotado ou o bolso lotado
16Nem que pra isso eu fosse, pra uma cela lotada
14Depois de meter fita em um busão lotado
12E mês que vem eles que corram dobrado
13Casa construída, peito dilacerado
15Procurando Messias, nós escolhemos errado
16O auge do egoísmo é crucificar primeiro
17Depois ter a cara de pau de pedir pra ser perdoado
[Refrão]

11Eu ainda tenho fome, mano, oh
13Juro que ainda tenho fome, mano, oh
13É que eu ainda tenho fome, mano, oh
13Juro que ainda tenho fome, mano, oh

[Verso 3]

10Me atacam de todos os lado
19Mas tipo Dembélé sou ambidestro e bato com as duas mão
17Difícil não é ver o pobre gritando "olha o lança"
13Mas sim ver o rico cego gritando "visão"
14Roubaram nossas gírias, nossos platinados
16Não entendem que isso é sobre identificação
15Por isso trocamos de códigos toda semana
18Vocês nunca me incluíram, não me acusem de exclusão
12Erro muito gol porque arrisco muito
15E já me acostumei com as vaias da torcida
16Mas ainda na má fase sou acima da média
15Porque todo jogo é o jogo da minha vida
13Nós somos a tragédia da televisão
14Meus irmão vende a droga pra que você brise
16Quando tu souber o problema, já tenho a solução
15O que passa no jornal aqui é tipo reprise
8Mesmo contra a corrente
10Continuo a nadar que nem Dory
9Apanhamos tanto que nem dói
10No futuro comprar uns Nelore
13É uma fazenda maior que Yellowstone
13Vitória ou vingança eu fiz meu nome
6Assistindo Wall-e
11Vi que não tô no mundo de Alice
12E nosso tempo tá acabando aqui
12E nosso tempo tá acabando aqui
6E nosso tempo

[Saída]

2"Exu
20Exu era o filho caçula de Iemanjá e Orunmilá
11Irmão de Ogum, Xangô e Oxóssi
19Exu comia de tudo, sua fome era incontrolável
17Comeu todos os animais da aldeia em que vivia
13Comeu os de quatro pés, comeu os de pena
17Comeu o cereal, a fruta, o inhame, a pimenta
17Bebeu toda cerveja, toda cachaça, todo o vinho
17Ingeriu todo o azeite-de-dendê e todos os obis
14Quanto mais comia, mais fome Exu sentia"