Dealema Tempos De Miudo

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End rhyme Internal rhyme
[Intro]

8Tão jovem, que jovem era
9E agora? Que idade tem?
[Refrão: Ace]

7São tudo memórias
7Guardamos histórias
[Verse 1: Fuse]

12Sintoniza a nostalgia, classe de 76
18A vida gira, ao som do gira-discos saía magia
14O verão era mais quente, 3 meses de inferno
18No meu tempo, as poças de água congelavam no Inverno
14A pobreza na infância passa ao lado
23Não havia internet, havia a rua, o Facebook era humano
15Não esqueço o paladar do meu primeiro beijo
10O meu primeiro peido em grupo
9Todos a grizar com o cheiro
15Em putos construíamos cabanas com entulho
16Imaginação e sonho no seu estado mais puro
14O S. João no bairro, brincadeiras perigosas
19Ia à guna no eléctrico para a praia de Matosas
11BMX, primeiro grande terno, grande queda
21Conhecer a música foi fácil, ela estava à minha espera
17Escorregava monte abaixo, sentado em papelão
18Velha escola, a nova escola, como o Fizz de limão

[Verse 2: Maze]

12Sim, eu quero reviver os bons momentos
15Sentir o calor na pele dos dias solarengos
13Entrar na máquina e regressar no tempo
13Correr pelo recreio ao sabor do vento
12Sim, mantenho viva a criança em mim
13Com estas memórias todas que não têm fim
14Enquanto o vinil não pára no gira-discos
13Quem me dera ter feito nalguns menos riscos
14Sim, horas a fio a jogar com o meu primo
13Risk ou monopólio enquanto afino
6O leitor ZX sprectrum 48K
12Logo pedalo na BMX mais uma etapa
11Sim, os olhos brilham como berlindes
15Sorriso nos lábios porque a vida é simples
16Dizia muitas vezes que não queria ser adulto
16Acho que decidi que iria p'ra sempre ser puto
[Refrão: Ace]

3(Agora)
15São tudo memórias, de tempos que não voltam mais
15Guardamos histórias que nos esquecemos jamais
12É tudo passado, aquilo que fomos
16Mas se não sabes de onde vens, não sabes p'ra onde vais
[Verse 3: Mundo Segundo]

22Cresci algures entre uma cave num ilha e uma casa térrea
20Entre a névoa colori túneis, passeios na linha férrea
15No meu lar doce lar, a incrível Serra do Pilar
19Subo e volto de novo ao mosteiro, p'ra me poder inspirar
19Era um puto com um sonho, mas hoje sonho em ser um puto
17E voltar atrás no tempo, não ter de conhecer o luto
16Voltar às rondas de escondas naquela rua de trás
16E girar com os medalhões com grandes símbolos da paz
17Campeonatos de futebol? Nós ditávamos as regras
17Queimados pelo sol no velho campo do Bairro das Pedras
17Descíamos telhados, tal e qual ninjas na película
17P'ra roubar castanhas nas traseiras da Real Vinícola
16Bandidos especialistas no assalto à fruta
20A ver se resulta, fazíamos de conta que não tínhamos culpa
17Fizemos bestas de cruzetas, carrinhos de rolamento
17Ski na rua em persiana, maluqueiras doutros tempos

[Verse 4: Expeão]

19Eu quero ver-te feliz, como no dia em que me deste à luz
13Memórias de criança, doces lembranças
10Enquanto carrego a minha cruz
11Tudo aquilo que eu te fiz passar
11Eu sei, mãe continuo-te a amar
8Tanta luta, tanta pressão
12P'ra ser alguém na vida e dar a lição
16És um exemplo para mim de força e amor sem fim
11Dias a fio, nem tinhas sossego
9Nem dormias com dois empregos
12Fizeste tudo por mim, não me esqueci
13És das pessoas mais fortes que eu conheci
10Sim estou a falar para ti… Mãe
[Refrão: Ace]

3(Agora)
15São tudo memórias, de tempos que não voltam mais
15Guardamos histórias que nos esquecemos jamais
12É tudo passado, aquilo que fomos
16Mas se não sabes de onde vens, não sabes p'ra onde vais