[Verso 1: Mundo Segundo]
101990, ska
te no banco, bas
ket no parque
15E dois
anos depois, mano, conheci
esta arte
18Atra
vés de umas cas
setes do grande Ri
cardo, antigas
15Mixadas com
vasto lote de batidas
fodidas
1O
2bra
ke
12na escola, na esta
ção e no centro
10Trouxeram-nos a
té aqui manos
10Pa
ra vivermos
este momento
16Sem arrependimento, eu vou sonhan
do acordado
23Grato pelas experiências que a música me tem pro
porcionado
12Num dia bolso vazi
o, sem dinheiro
8No outro
cinco mil manos
14Acompanham os coros do con
certo inteiro
19Vivemos p'ra arte, mas ela esquece-se de
nós, ficamos sós
16Mas não perdemos a consciência
do poder da voz
16O tempo corre veloz, muito traba
lho pela frente
16Quem me
dera, mas não posso avançar
toda a gente
17Por
tudo o que
tenho, quase sempre em
troca de nada
19São muitos anos a
manter a zo
na em cima
orientada
18Mui
tos não têm a sorte de
fazer o que realmente
querem
15Nós vamos atrás da nossa, digam o que dis
serem
19Este é o mar da derrota, o
sabor da doce vi
tória
20Não um simples
rap, mas sim quarenta e oito barras de his
tória
18Inspiração para li
ricistas, que de
cifram entre linhas
1Mau
2kar
ma
14para indivíduos, que de
galgam as minhas
19Procura uma direcção, visualiza bem a tu
a rota
17Mantém o sangue frio,
quando o a
zar bater à porta
[Refrão: Dealema]
13O tempo
corre, à velo
cidade da luz
14À procura da
sorte, missão
à qual me propus
7Encon
trei o meu norte
7, constru
í o meu forte
17Vou
sonhando a
cordado, enquanto a
vida me seduz
13O tempo
corre, à velocidade da luz
14À procura da
sorte, missão à qual me propus
14Encontrei o meu norte, constru
í o meu forte
17Vou
sonhando a
cordado, enquanto a
vida me seduz
[Verso 2: Maze]
21Estou a sonhar acor
dado, ain
da nem acre
dito (belisca-
me)
10Quero sentir que é verídi
co
16Sou um privilegiado porque faço o que
amo
20Escrevo no en
tanto poesi
a, subo ao palco e i
mano
15Consciênci
a, produz a
minha sub
sistência
16Tanto tempo depois, colho frutos da persistência
18Admiro a resistência e a bravura dos meus
manos
15Que luta
ram pelos seus so
nhos, todos estes
anos
18Neste país retrógrado, com cri
ativos em sarcó
fagos
13Rodeados
entre ófagos,
necrófagos
15Eu compreendo a razão, que leva à e
vasão
11À imigração da
minha ge
ração
18É o de
semprego, o desâni
mo, o medo, o pâ
nico
13Que conduz ao êxodo, rumo ao êxito
15Não que
ro ser rico pois já o sou de espí
rito
16E saúde não se compra, nem com guito infi
nito
13Quero comida
saudável, ar respi
rável
14Água
potável, um ambiente agra
dável
16Necessito de um abrigo,
um tecto, o meu
templo
14Onde en
tro, medito, relaxo e contemplo
15Cultivo
alegria, amizade, har
monia
14Paz e amor, p'ra a
preciar melhor
a vida
15Pode
parecer naive, mas é um dese
jo profundo
16Que
ro criar um
poder, para poder mudar o
mundo
[Refrão: Dealema]
13O tempo
corre, à veloci
dade da luz
14À procura da
sorte, missão à
qual me propus
14Encontrei o meu norte, construí o meu
forte
17Vou
sonhando a
cordado, enquanto a vi
da me seduz
13O tempo
corre, à veloci
dade da luz
14À procura da
sorte, missão à qual me propus
14Encontrei o meu norte, construí o meu
forte
17Vou
sonhando a
cordado, enquanto a vi
da me seduz
[Scratch: DJ Guze]
14(encontrei
o meu norte, construí
o meu forte)