Dealema Limiar Da Sanidade

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[Intro]

19Minha passagem para o breve, breve instante da loucura
22E aqui estou à espera, com este destino de dar sombra aos muros
23Mas à espera de quê? Que o despenhar no abismo me crie enfim asas?
[Verso 1: Maze]

16Caminho diariamente no fio da navalha
14No limbo entre ser um santo ou um canalha
12Conto apenas seis cêntimos no bolso
16Mas tenho ideias que podem levar ao calabouço
16Enterrado em dívidas e crédito mal parado
16Desempregado, contra a parede encurralado
14'Tou à espera de quê? O que é que vou fazer?
15Vou pagar a segurança social ou vou comer?
15Estou-me a passar, e nem sequer tenho um filho
16Senão já tinha perdido os quatro dentes do siso
19Enlouquecido, como se ameaçassem um ente-querido
17Já estou armadilhado, vou apagando o rastilho
15Todos os dias terror espalhado nas retinas
14Os semblantes pesados, de ruínas de vidas
19Presos na apatia lusa como polidores de esquinas
15Escravos do fado, em vez de escrevermos sinas
[Refrão: Expeão]

9No limiar da sanidade
9No limiar da sanidade
4Sanidade
9No limiar da sanidade
4Sanidade
9No limiar da sanidade

[Verso 2: Fuse]

9Eu já pensei no suicídio
9Mas só me resta mais um tiro
10A última bala vou guardá-la
19Para o dia em que perder a fala e o sexto sentido
15Ser humano não é ser divino, é doentio
19A ambição é a bengala que orienta um morto vivo
18Eu enterrei a sanidade, ponho espelhos no meu caixão
13Para a minha moral morrer com vaidade
15Serei de ferro? Sou a escultura oxidada
18Face humana enferrujada porque cospem-me na cara
17Eu luto contra a máquina, a máquina que te suga
22A máquina que te ocupa como uma felicidade apática
23Se eu acordasse sem família mataria em nome da escuridão
10A última luz da nossa vida
15Não sinto alegria, nem pulsação cardíaca
17A vida faz-me luto porque eu morro todos os dias
[Refrão: Expeão]

9No limiar da sanidade
9No limiar da sanidade
4Sanidade
9No limiar da sanidade
4Sanidade
9No limiar da sanidade

[Verso 3: Mundo]

22Vivia numa fachada em rotura na Avenida da Liberdade
18Virada de frente p’ra Rua do Limiar da Sanidade
14Sol posto, 7 da tarde daquele dia maldito
19Quarteirão fechado, bófia por tudo quanto era sítio
20Atingido, no solo estendido, um amigo de infância
16Motivo: relativo a cobrança de substância
19Este mano era a ganância, adormeceu na consigna
18Sabia que não havia cura nesta profissão maligna
17Agora a cozinha da rua possui um novo chefe
15Tem mais do que 7 anões à volta da branca de neve
18Agarrados roubam a família, roubam a mobília
21Desfilam de seringa na orelha e no parque fazem vigília
17Estes cafés são asilos para jovens desempregados
15Na assembleia: problemas não solucionados
18Seremos escravos da vontade, ou escravos do destino?
15Dois cravos sob a campa e deixem tocar o hino
[Refrão: Expeão]

9No limiar da sanidade
9No limiar da sanidade
4Sanidade
9No limiar da sanidade
4Sanidade
9No limiar da sanidade

[Verso 4: Expeão]

18Foi por vontade de Deus que eu vivo nesta ansiedade
14E todos os pecados são meus nesta cidade
17Lá fora tempestade, por dentro um forte sentimento
12Na mente, a erosão da sanidade
20É a loucura, loucura das massas, crime do colarinho branco
21Crianças escandalizadas, órfãos, como cordeiros entre os lobos
17Que mamam do peito da loba, na nova Babilónia
16Todos marcados com o símbolo da besta na testa
14Mal dos governantes, sangue, orgias e festas
16É o silêncio dos inocentes, enquanto mentem
11Nas televisões com todos os dentes
16A maior parte das prisões repleta da nossa gente
15Enquanto esses mações nunca os viste lá dentro
12Expeão, eu entro com a força de mil
14No limiar da sanidade, mas nunca senil
[Bridge: Fuse]

18A mente é o aloquete para a caixa de Pandora
9A mente é o aloquete
18A mente é o aloquete para a caixa de Pandora
17A sanidade desvanece até à última gota
4Desvanece
4Desvanece
17A sanidade desvanece até à última gota
[Outro]

19Minha passagem para o breve, breve instante da loucura