Dealema Fado Vadio

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1: Fuse]

21Tudo que eu tenho é uma caneta e o pôr do sol desenhado
18No canto de um papel, amarrotado pelo meu ódio
13Acredito em pesadelos belos quando
16A vida dá-me estalos com luvas de ferro, mano
16Queimo tempo como nicotina acesa ao vento
17Dou poemas para amigos, empatia vou colhendo
18Dealema colectivo, na tempestade o meu abrigo
15Procura o teu porque nem o céu é o limite
18Carrego o meu orgulho como um amuleto ao peito
17Sujeito a ser comido por este mundo imperfeito
16Respiro música, fria como a rua escura
18Necessito a vossa ajuda, temos que tagar a lua
14Prefiro inimigos do que falsos amigos
18Isto é o fado dum poeta vadio de bolsos lisos
13Mas de coração cheio... Vou compreendendo
17Que a máquina que move a vida é o sentimento
[Verso 2: Mundo]

17Desde os blocos de cimento às salas de julgamento
15Noventa por cento de nós acabam por ir dentro
17Acredita em mim, mano. A reputação é fachada
20Perante os obstáculos diários nesta longa caminhada
15Num dia temos tudo, no outro não temos nada
20Bem ou mal, nunca percas o equilíbrio, há que ser racional
14Porque o amor é a um passo do ódio
21Nas situações extremas, tens que ser frio para resolver problemas
15Porque quem tem tudo, vive por trás de um escudo
15Mas quem não tem nada, vive pela lei da espada
16A sentença é pesada, mas encara-a de frente
18Quem tem vergonha do que sente, perde sempre e nunca ganha
27O peso na consciência é clara evidência da falta de experiência
14No campo do relacionamento humano
19Eu mantenho-me distante do que considero inoportuno
16Comandante do meu rumo, sou eu quem faz o meu turno

[Refrão x2]

14Tudo aquilo que vivemos são histórias
14Tudo o que temos agora são memórias
13Sempre olhando em frente (verso a verso)
12Criando o futuro (passo a passo)
9Nada aqui é permanente
19Tudo o que tem começo também acaba (cinzas, pó e nada)
14Os filhos da madrugada, bem aventurados
15O nosso fado faz chorar as pedras da calçada
[Verso 3: Expeão]

14A brilhar como o orvalho na madrugada
15O nosso fado faz chorar as pedras da calçada
17Levamos músicas até às últimas consequências
13O impacto altera a consciência
10Há quem viva esta vida em vão
11Sem dar valor à dádiva, sem acção
12Como um espectador de televisão
10(Qual é a direcção?) Quem saberá...
7Vivemos ao Deus dará
12Muita gente tira e muito pouca dá
16A vida são dois dias, um deles é para acordar
10O tempo começa a apertar
17Está na altura de expulsar os vendilhões do templo
18Criar sustento, parar, pensar e apreciar o momento
9Somos guiados por valores:
11Uma voz interior que me move
10Encontro o verdadeiro norte
12O coração sofre quando alguém parte
13Porque o amor é forte como a morte
15E foi na arte de viver que nos reconhecemos
16Erguemos isto desde os velhos tempos (que saudade!)
18A nossa história é única, como uma rubrica
15Canto esta canção com paixão, como se fosse a
3Última

[Verso 4: Maze]

8Vivemos tempos soturnos,
7neste locus horrendus
19Não é à toa que vêm à tona os nossos medos mais intensos
15Nós lidamos com sentimentos, sem ressentimentos
8Seguimos pressentimentos
15Vozes interiores sussurram orientação
16Dão-nos a obrigação de ver na vida uma benção
16Apesar da sucessão de depressões e desilusões
12Perdi batalhas, mas nunca perdi lições
13Aos dezasseis a vida eram rimas e sprays
15Dias bem difíceis que passava para os papéis
17Ansiedades e angústias abalavam a alma
18Anestesiava os sentidos, tentava manter a calma
14Vi sonhos ruírem como castelos de cartas
15Quase desacreditei, abandonei as palavras
13Neste mundo de mau carma, armas e pragas
15Invado-me... A minha imaginação tem asas
15Exorcizo fantasmas nas folhas de um caderno
15Através da criação eu consigo ser eterno
12Poeta boémio, gato vadio
14Noctívago nas ruas deste Porto sombrio
18Os meus pais perguntam-me o que é que eu vou fazer da vida
17Prometo-vos, é este o ano em que tudo cambia
13Tenho fé, esse é o meu trunfo na manga
9Junto com os meus manos dou o
7grito do Ipiranga

[Refrão]

14Tudo aquilo que vivemos são histórias
14Tudo o que temos agora são memórias
13Sempre olhando em frente (verso a verso)
12Criando o futuro (passo a passo)
9Nada aqui é permanente
19Tudo o que tem começo também acaba (cinzas, pó e nada)
14Os filhos da madrugada, bem aventurados
15O nosso fado faz chorar as pedras da calçada
14Tudo aquilo que vivemos são histórias
14Tudo o que temos agora são memórias
14Tudo aquilo que vivemos são histórias
14Tudo o que temos agora são memórias
14Tudo aquilo que vivemos são histórias
14Tudo o que temos agora são memórias
14Tudo aquilo que vivemos são histórias
14Tudo o que temos agora são memórias
10Verso a verso, passo a passo
6Cinzas, pó e nada...