[Verso 1: Mundo Segundo]
19A escrita é de outros tempos, rainha e
ra a caneta
16Não vou passar a tocha se é fraco
o estafeta
15Traze
mos água benta p'a expul
sar o capeta
14Um álbum sai p'ra fora, há
mais três na gaveta
13Mentes que dão à luz o nunca antes
visto
13Em nome
de Jesus eu jamais serei
Cristo
14Um misto de emoções que no
teu peito brotam
17Dealema é p'os que pensam, aqueles
que se importam
16To
do aquele
que não navega ao sabor do
vento
16'Tá a nadar
contra a corrente do deslumbra
mento
14Letras
que valem mais que números que
não contam
17Damos-te
pérolas ra
ras que esses números
não compram
15Su
bida foi a pulso, não viemos à bo
leia
15Inspirados pelo amor rimámos sem pla
teia
16Somos uma alcatei
a em noite de lu
a cheia
18A fome
é grande e esta não vai ser a últi
ma ceia
[Refrão: Mundo Segundo]
17Dealema
é como o tempo, chove conheci
mento
12É como a luz do sol
que tu vês brilhar
16Se um dia nós perdermos, volto a este mo
mento
12P'ra
que nos possamos de
novo encontrar
[Verso 2: Expeão]
11Corro no bairro como Rosa
Mota
15Quando a prosa brota bato record, não há der
rota
13A nossa tropa a
taca, foca na caça
9Expeão, não há competição
7Que se fo
da a taça
14As pedras da calça
da choram o nosso
fado
12Ten
tas vir contra nós, 'tás embria
gado
13A
taco como um guer
reiro terracota
15Se
a tua rima não der moca a ge
ra volta
11As tuas não batem, nem aos
ressacas
14Tes
tamos neles a pura das ruas
nefastas
8Rimoxicodependen
tes
7Over
dose lírica
20Lin
guística desafia as leis da fisica, o quiromânti
co
20Eu venço com o Espírito Santo e não me re
firo ao banco
12Milionário lí
rico assalto
10Jesus, cobre-me
com o teu manto
12Lava-me com o teu teu
sangue sagrado
14Fasci
nado, passei p'ro outro
lado e voltei
[Refrão: Mundo Segundo]
17Dealema
é como o tempo, chove conheci
mento
12É como a luz do sol
que tu vês brilhar
16Se um dia nós perdermos, volto a este mo
mento
12P'ra
que nos possamos de
novo encontrar
[Verso 3: Fuse]
16Quan
do a morte
te encontrar que
te encontre vivo
14A
bram os portões de fogo, so
mos nós os cinco
11Foi há 30 dezembros, so
mos mais de 300 (Gaia)
15O
mito é real,
Dealema
é d'outros tempos
15Gladiadores do Co
liseu, filhos do submundo
15Chave para a luz como o li
vro dos defuntos
15Palavras dão chapadas como e
feitos visuais
14Não usamos tela verde, as rimas são re
ais
14Nova Gaia invicta, cora
gem e saúde
17Ibérico-
latinos com uma puta
de atitude
15Escrita de Pessoa, visão de Júlio Ver
ne
10Génio de Da
Vinci, somos DLM
16Autores de poe
sias, já não usamos vír
gulas
16Cor
tamos frases com verdades ao som de guilho
tinas
16Pin
tamos na tua me
mória, Salvadores
Dali
18A nossa biografia é his
tória contada
por ti
[Refrão: Mundo Segundo]
17Dealema
é como o tempo, chove conheci
mento
12É como a luz do sol
que tu vês brilhar
16Se um dia nós perdermos, volto a este mo
mento
12P'ra
que nos possamos de
novo encontrar
[Verso 4: Maze]
16Viaja do nível a
tómico até ao cós
mico
17Nostálgico ana
lógico, mas vanguardista cró
nico
16O algo
ritmo lírico no teu sistema lím
bico
14Labi
ríntico,
quinto elemento só
nico
15Pedagó
gico, surrealista patoló
gico
15Diagnós
tico: Anti-
extremista (É ló
gico)
14Cada conquis
ta contra a vara chauvi
nista
18Ridiculari
za todo
o discurso escatoló
gico
15(Anta
gonistas) Re
fluxo ácido sarcás
tico
15(Alquimistas)
Fluxo canónico de
almático
17Cali
grafia clássica imaculada e ú
nica
16Car
ga de tinta infinita na esferográ
fica
17A pena sul
ca o papel, assinatura esplên
dida
13Esquece o
Excel, cibercultura ren
dida
17Acó
litos atónitos em estado ca
tatónico
17Poético a
foito, rimo até
ficar afónico