[Intro: Manel Cruz]
4Deus,
Deus, Deus,
Deus
4Deus, Deus Deus, Deus
13Mentiu, mas tu sorris,
tudo bate tão cer
to
10O céu está lim
po: eis o brilho
13Um grito de fé é a for
ça e castigo
8Os olhos
são as estrelas
8São eles
os diamantes
7Só o
meu peito sabe
8Aquilo
em que eu toco
10Algo tinha que ser para sem
pre
7Não há dor nesse lu
gar
7Não há medo, nem per
da
12E não tens de dar mais que aquilo que
tens
14(Aaah) Concreto como nada mais
sabe ser
11Concreto como nada mais
sabe ser
[Verso 1: Expeão]
12Águas lím
pidas das co
linas douradas
17Rimas com fábulas, metalinguagem p'ra além do
atlas
14Mágoas
vividas, palavras megalí
ticas
16Eu continuo a encaixá-las em quebras rít
micas
12Parado na encruzilhada da
vida
16Ilusões de grandezas, estradas de melanco
lia
13A Noite, o dia, a morte e a vi
da
14En
terrei os meus dois
amores, eu não que
ria
13Cora
ção louco, sem
expressão no
meu rosto
18Quando vi
este ter comigo com esse olhar
de desgosto
15Sen
timentos reais, rimas escritas nas estre
las
15Re
flexos da lagoa
e vento que aprego
a
12E memórias são imagens em
nuvens
12Que se movem lenta
mente mas que
passam
6... e
ventualmente
[Verso 2: Fuse]
16Viver sem objeti
vo é como ver sem obje
tiva
20Guardei a minha, aprecio a vida numa outra prespec
tiva
21Fe
cho os olhos quando
acordo, o mundo vira-
me ao contrário
18Os trocos caem-
me dos bolsos mas só acordo quan
do caio
20A re
alida
de não usa
rímel a verdade não é po
tável
20A simplicida
de dum sorriso
e um perfume
é inquebrável
15Amiza
des não se vendem, as som
bras nunca coram
16Os animais não
mentem as estátu
as nunca choram
11Nunca
crianças são minas de
cristais
17Ao virar da
esquina crianças pisam minas e
murais
8Mal, quem
é que rega o mal?
15Fe
cha a tornei
ra, a raíz
cresce cada
vez mais
15Estra
nhos beijam estra
nhos, sonhos acor
rentados
16Amamos atormenta
dos, dese
nhos ina
nimados
16Acordo
ortográfico o meu é
ortopédico
17Tro
peço no que sinto quando quero
escrever correcto
10Al
go tinha de ser para
sempre
[Verso 3: Mundo Segundo]
11Do meu vaivém, vejo o que vai
e vem
12O mal não dese
jo em mim, tudo
vai bem
16Um eterno
sonhador, na
cidade que
nunca dorme
18A bele
za interior é
superior ao uni
forme
15Flores de várias
cores, aromas e formatos
8Amo
res-perfeitos, rosas,
9violetas
como Ornatos
13No
jasmim dos poetas dançam borbo
letas
14Essas armas só são be
las se forem ca
netas
16Essas estrelas so bri
lharão se não forem ve
detas
18Há
uma extração de uma lição nos erros que co
metas
15Não me
tas obras em gavetas, não faças ga
zetas
18Dou mértio a vá
rias facetas não ponho etiquetas
16Adoro que não pro
metas em letras de altru
ísmo
18Ampu
lhetas sao grilhe
tas, escra
vidão capita
lismo
16Se o céu e o limite já há
muito perdi
o meu
16Quando beijei Vénus no esternocleidomastoideo
[Verso 4: Maze]
13Viajo num zoom, do cosmos ao á
tomo
14Na cauda de um
astro fotogra
fo em macro
14In
finita espiral, teia que me en
volve
14A se
quência de Fibonacci que e
volve
15O corpo é a arca da eterna a
liança
13Onde guar
do vivências desde
criança
13Do
passado ao futuro, sem passa
porte
13Versado na arte da vida e da
morte
13Todo
o vazio deixa-me preen
chido
11Num simples sorriso, luz irra
dio
11Pixel a pixel, martelo e cinzel
9Pincel no
papel, tons de
pastel
16Crio exercíci
o do detalhe, é um vi
cio
15Oficio, de equinócio a solstí
cio
12Desli
zo no ritmo, suave ve
ludo
9Menos é mais, simples é
tudo
13(Aah) Concreto como na
da mais sabe ser
11Concreto como na
da mais sabe ser