Dealema Amor Veneno

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[Intro: Expeão]

12Depois da tempestade vem a bonança
14Depois da calamidade vem a esperança
19Como a fénix, renascemos das cinzas com a arte de viver
15Depois de um expresso que navegou o submundo
19Depois da noite escura da alma e da grande tribulação
14Acordamos para a primavera da vida
19E através das trevas chegamos sem tempo nem hora marcada
8À alvorada da alma
[Verso 1: Maze]

15Ainda não partiste e eu já tenho saudades
12Das longas tardes, com novas amizades
15Na esplanada a beber limonada gelada
14Piada lançada, é geral a gargalhada
11Bem sei que nada dura para sempre
16Como castelos de areia que caem de repente
14No zénite os raios atingem-me a pique
14A sombra não encontra a pele com salitre
15Quando o mercúrio sobe, o suor escorre
14A melancolia some, a aura explode
15Intensidade, insanidade temporária
12Paixão tórrida, alma purificada
15O ócio da espreguiçadeira na palmeira
18É o fim do estio, e esta noite é a derradeira
17Não consigo esperar pelo próximo episódio
17Vou atrás de ti até ao trópico de capricórnio

[Refrão: Expeão]

17Quando o amor se torna veneno e a vida muda
15Mas as impurezas purificam-se com a chuva
13goas afogadas em águas passadas
13Pessoas íntimas tornam-se inimigas
16E o vento leva a memória das nossas vidas
8Como folhas já castanhas
11O sol ilumina as nossas almas
9São mais uns dias, dias quentes
9São noites frias, noites frias
[Verso 2: Fuse]

17A temperatura cai como a verdade, não é a fé
20É o amor que tem a força que ajoelha a humanidade
16Natureza é sinfonia, ou sentes ou não sentes
15Quando sentes, 'tás a medir a pulsação à vida
14Pulsar do tempo que abana as folhas mortas
14Deixa cair as tuas, tu também te renovas
15Acreditas ou não? Eu acredito em magia
19Desde o dia em que vi a cara da luz que hoje me guia
16Espírito é navalha com que marco o que valho
17Desenho a eternidade na casca de um carvalho
13Norte magnético, focar no essencial
14O cheiro da terra faz-me sentir especial
13Prefiro ser fiel, do que infiel ao ser
17E assumir forma diferente da minha forma de ser
15Amor é ser tocado, outono é ser amado
18Como a tecla de um piano que nunca foi afinado

[Refrão: Expeão]

17Quando o amor se torna veneno e a vida muda
15Mas as impurezas purificam-se com a chuva
13goas afogadas em águas passadas
13Pessoas íntimas tornam-se inimigas
16E o vento leva a memória das nossas vidas
8Como folhas já castanhas
11O sol ilumina as nossas almas
9São mais uns dias, dias quentes
9São noites frias, noites frias
[Verso 3: Mundo Segundo]

15Bate leve levemente como quem chama por mim
18Será amor certamente e o ódio não bate assim
14Desavenças vão são como chuvas de inverno
12Cinza, bom tom, no eterno eu hiberno
16No portão do inferno a sedução é o convite
16Eu vou pelo que sinto e nunca pelo apetite
15Eu admito, por vezes gelo e sim, eu sou frio
17Cheio coração quente assim que vazo este vazio
13Por ti fí-lo, algo pensei que não faria
18Teu ombro o meu asilo, de bom grado me isolaria
18Em tom grave declamaria "0tou grato pela companhia"
18Não brado só alegria, neste rádio és sintonia
17Quando choravas chovia, via o sol quando sorria
15No nosso copo d' água tempestades não havia
14Senti logo à primeira sua energia
11Mel, tornou-me fiel, monogamia

[Refrão: Expeão]

17Quando o amor se torna veneno e a vida muda
15Mas as impurezas purificam-se com a chuva
13goas afogadas em águas passadas
13Pessoas íntimas tornam-se inimigas
16E o vento leva a memória das nossas vidas
8Como folhas já castanhas
11O sol ilumina as nossas almas
9São mais uns dias, dias quentes
9São noites frias, noites frias