[Intro]
12A destruição da
rede de satélites
14E toda a
rede elétrica
do planeta
20Poderá ser só
o início de
um admirável mundo novo
11Aqueles que vaguei
am no escuro
17À pro
cura de velas
sem saberem o que aconteceu
19Pre
parem-se, o cená
rio vai piorar da
qui em diante
[Verso 1: Mundo]
17Foi como todo
Universo submerso na escu
ridão
20No dia em que
o planeta alterou o seu eixo de ro
tação
15Não sobrou intacta uma torre de alta
tensão
18E assim nasceu um motim
nos dias do fim da tele
visão
18Cadáveres acu
mulados em corredores
de hospitais
19Sem energia para reanimar
quem perdera
sinais vitais
17Bancos
tomados de
assalto, sangue
fresco no as
falto
17Cri
anças choram com
medo em pânico e sobres
salto
17Casas barrica
das, tábuas cobrem to
das as janelas
19A noite é guerra sem tréguas, vigilância à luz de
velas
17Era dos
poucos sentine
las vivos naque
la região
19Outros partiram para a
montanha e
formaram rebelião
16Mantido no sótão a acumular mais
informação
23Num di
ário de bordo de acordo com o protocolo da
minha missão
18Na rua come
ça a luta por mantimentos
e munições
19Humanos salivam
furiosamente em cere
brais disfunções
[Verso 2: Fuse]
23Não sabia que podia haver o dia em que o céu era cor
do sangue
10O pânico chegou num
instante
15I
dosos não resistem aos des
troços, foram mor
tos
16Há fogo na cida
de, a noite é arre
piante
13Lagartas de aço esma
gam restos mor
tais
16A carne presa
na blindagem dos
tanques atrai os cães
15A fúri
a da população é alu
cinante
15Pinto o quinto círcu
lo do Inferno
de Dante
15Ve
jo animais carboniza
dos por cocktails molotov
12Em pilhagens há demónios
com fome
18Vejo
o reflexo das chamas nos olhos de uma
criança
14Que arrasta o pai pelo chão, é tar
de demais
11Mais um órfão da destruição
humana
21Altifalantes anun
ciam paz nas ruas, liguem os canhões
de água
20Tudo
aquilo em que acre
dito teve o fim naquele dia
16Tive que ma
tar o meu melhor a
migo, sobrevivo
[Refrão: Mundo Segundo]
16O
que é que vais fazer quando
a energia cessar
9E a escuridão e
mergir?
8Ninguém
te irá so
correr
16Vai-te já preparando para o
que virá a
seguir
[Verso 3: Maze]
13Tento manter a calma, não entrar em
choque
16Deam
bulo pelo caos, sin
to o cheiro da
morte
16Sigo
os animais em fuga pa
ra a Natureza
17Den
tro de mim grita o instinto de
sobrevivên
cia
17Tenho que encontrar abrigo,
acender uma fo
gueira
19Escavar uma trinchei
ra para escapar à hipoter
mia
14Em busca de um refúgio sem GPS ou
bússola
17De dia sigo
o sol, à noite guio-me pe
la ursa
13Maior, Orion, Polaris, Cassiopeia
17Re
cordo a infância e
livros de as
tronomia
19A pri
oridade é a segurança, a
fio uma lança
17Com um canivete suíço, que
trago sempre co
migo
17Às vezes repouso o
corpo, mas a men
te não descansa
18Colho bagas,
mato a fome, mas a sede
pede um rio
17Não
desisto, a necessidade
aguça o
engenho
16Sobreviver
agora só
depende do meu
empenho
[Verso 4: Expeão]
72012 não foi o fim
do mundo
16População em sono profundo, escrava
do fundo
11Monetário Interna
cional
23A
gora formei comunidade,
fora de uma cidade em ca
os total
14Os do
nos destes mundo levaram a a
vante
13O pla
no de destruição fez correr o
sangue
11Dos espectadores às suas
ordens
15Vi
emos das prisões e cor
rentes na Inquisição
17Às
mentes alienadas dos
jovens pela televisão
18E agora
despertam do coma e os que se a
percebem
15Sentem
revolta, querem
de volta a li
berdade
12Nesta comunidade, per
macultura
14E na
ves terrestres são uma rea
lidade
18Sem de
pender de electricidade, excluir com cer
teza
13Ou
tras formas destruidoras da natu
reza
15Reconstrução do pla
neta de forma lucrativa
17Na nova economia, aqui a vida é gra
tuita
[Outro: Expeão]
18A pobreza, impossível outro nível de cons
ciência
12Com base na auto-sufi
ciência
16Criei colectivos para ge
rir recursos na
turais
13Ambien
tar água, so
los, plantas, a
nimais
17Sociedade de
consumo rejei
tada, auto
-
gestão
19Porque a
vida é uma dádi
va divina, uma criação
17E a terrí
vel especulação do merca
do nos priva
17Mas um
dia este lugar
deixará de ser
utopia