Criolo To Pra Ver

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End rhyme Internal rhyme
[Refrão]

9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
[Verso 1]

13Tô pra ver um daqui pedir toalha, água
10Não resistir a essa batalha
15Do rap não sou uma estrela, eu sou uma arma
12Que cospe a verdade, pega e fala
18É do perreio, desespero, descabelo e da desgraça
18Que nutre o ódio e prolifera em toda a massa
13O gosto amargo, discado que se passa
15É trabalhar sem ter, se envolver vira fumaça
13Do que esconderam debaixo do tapete
15Saciar meu povo, que tá com sede de verdade
11Sim, han, aqui se pode, correr atrás
17Traíras não podem conquistar o que teriam de graça
13De que adianta ter conceito nas festa
14Sem moral na quebrada, sua carapuça caiu
21Ai, coisa feia; é óleo de peroba nessa cara de madeira
17Em toda quebrada tem, você sabe bem, o que ele quer
15É te derrubar, wow (Mas não vão conseguir porque eu)

[Refrão]

9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
[Verso 2]

11Ensinamentos dessa caminhada
10O sol que te aquece de graça
11O artesão que a madeira talha
15Agulha no palheiro, um dia a gente acha
16O tempo passa devagar se a vida tá sem graça
15É rocambole sem recheio, tonel sem cachaça
5Beijo sem língua,
8São Paulo é uma farsa
15Contra o desarmamento, ação desesperada
15Não investiram na educação, agora paga
13É preto e branco, um vazo no martelo
13Uma flor sem cor, um sorriso amarela
17Entra ano e sai ano e o povo na miséria
18Se o meu negócio é cantar: cantaremos Cinderela
11Eu quero aprender, eu quero saber
12Eu quero passar pra depois desenvolver
10Eu quero comer, eu quero beber
19Saneamento básico, o cacete, isso é o mínimo
15Dignidade do poeta que vai se diluindo
15Eu numa luta covarde vou seguindo, tossindo
19O que mais me incomoda é essa pobreza de espírito
19O que mais te incomoda é que eu sou feliz fazendo isso
10Desistir, nunca, não sou covarde
13Queira ou não rap é uma realidade
13Desistir, nunca, o povo não é covarde
16Queira ou não rap é uma realidade de luta
16Luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta
16Luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta

[Refrão]

9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte
9Tô pra ver um daqui sucumbir
15Você pode até sorrir, mas no final vai chorar
9Mexeu com nós assim, só sorte
10Tô com a favela, eu tô forte