Criolo Plano De Voo

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[Verso 1: Criolo]

14E por mais que eu tente explicar, não consigo
15De tornar concreto, o abstrato que só eu sinto
15É como se eu ficasse, aqui, nesse cantinho
14Vendo o mundo girar no erro abusivo
15Ambulância sem maca, Caravan Diplomata
15Golzinho rebaixado, Orbital 17" de tala larga
18Zé Povinho é a praga, bicho da seda não é a traça
18Traça é quem quer a seda e, ao bicho da seda, maltrata
10Golpe de bumerangue, não é Tang
22Cada coração é um universo e ainda tem que bombar o sangue
16De cada mente pensante, desse meu país insano
16Num barraco de favela, fermentar sonho com pranto
14Do monstro que se constrói, com ódio e rancor
19A cada gota de bondade, uma de maldade se dissipou
15Várias fitas... Eis uma definição pra vida
22Dos mistérios da Ilíada e segredo: a biqueira é forquilha
20O gostoso do inverno, tio, é fazer rolê sem passar frio
18A mão, a mente, o gatilho, a favela chora seus filhos
14Sem GPS pra vitória, cada um faz seu destino
[Verso 2: Síntese]

23A vida é ritual, parto no meio do mundo a sós, num salto intenso
14Denso contraste, do firmamento ao asfalto
19Plana alto até pousar na carne e flertar com o veneno
21Que espanca uma mente fraca e arranca essas mãos do remo, ha!
16Mesmo buscando o pleno, tantos erros ao transcender
16um jogo pra abdicar e um fogo pra acender
19Aponto as sobras de amor, pra extinguir o medo das cobras
18E envio, cedo, as palavras, por não ser tarde pras obras
19Ao justo, a sábia sorte que não leva a alma à morte
16Quando fraco que és forte, tudo aponta o norte
18Quando se pode enxergar além do que se vê, amplitude
17Virtude vital, já que o mal dessa paisagem ilude
9Distante como um vizinho
,
6te lembro do ninho
25Onde o amor expresso é chaga viva e o gesto é mais que o pergaminho
17Voe, e que todo vento a bem te soe, ao descobrir
18A natureza da Centelha Divina que existe em si
8Desato o nó da trama
,
12enterra a discórdia no abraço
18Arrebata os peitos de bronze por trás das barras de aço
22Se renda e entenda o que ataca, a cegueira amola a faca
22Da má lida com a existência, faz a luz da essência opaca
18E, nas crianças o brilho, tá, olho lá, que é pra enxergar
15Agregar o meu viver, o que devemos preservar
15Rumo ao amor! Não importa qual caminho trilhe
18Não se ilhe, sonho que se sonha junto é o maior louvor
2Amem