8A bença Manoel Chudu
8O meu cordelestradeiro
7Vem lhe pedir permissão
8Pra se tornarverdadeiro
8Pra se tornarmensageiro
7Da forçado teu trovão
9E as asas datanajura
7Fazer voar o sertão
8Meu moxotócoroado
9De xiquexiquee facheiro
9Onde a cascavel cachila
8Na boca docangaceiro
8Eu também sou cangaceiro
9E o meu cordel estradeiro
8É cascavel poderosa
8É chuva quecai maneira
8Aguando aterra quente
9Erguendo um véude poeira
9Deixando a tarde cheirosa
8É planta que cobre ochão
8Naprimeira trovoada
8A noite que desce fria
8Depois da tardemolhada
8É seca desesperada
8Rasgando obucho do chão
8É invernoe é verão
8Écanção de lavadeira
7Peixeira deLampião
8As luzes do vaga-lume
7Alpendre decasarão
8A cuia do velho cego
8Terreiro de amarração
8O ramo da rezadeira
8Obanzo de fim de feira
10Vocêsque estão no palácio
9Venham ouvir meu pobre pinho
8Não tem o cheirodo vinho
9Das frutas frescas do Lácio
9Mas tem a cor de Inácio
8Da serra da Catingueira
8Um cantador de primeira
9Quenunca foi numa es colha
10Pois meuverso é feito a foice
8Do cassaco cortar cana
8Sendo de cima pra baixo
9Tanto corta comoespana
8Sendo de baixo pra cima
9Voa do cabo ese dana
8O meu cordel
7Vem lhe pe
8Pra se tornar
8Pra se tornar
7Da força
9E as asas da
7Fazer vo
8Meu moxotó
9De xiquexique
9Onde a casca
8Na boca do
8Eu também sou cangaceiro
9E o meu cordel estradei
8É cascavel podero
8É chuva que
8Aguando a
9Erguendo um véu
9Deixando a tarde cheiro
8É planta que cobre o
8Na
8A noite que des
8Depois da tarde
8
8Rasgando o
8É inverno
8É
7Peixeira de
8
7Alpendre de
8
8Ter
8
8O
10Vocês
9Venham ouvir meu po
8Não tem o cheiro
9
9
8Da serra da Catinguei
8Um cantador de primei
9Que
10Pois meu
8Do cassaco cortar ca
8
9Tanto corta como
8
9Voa do cabo e