Chico-buarque As Caravanas

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60Em “As Caravanas”, Chico discute a relação centro-periferia, descrevendo um dia de Sol no Rio de Janeiro, com um grupo de suburbanos rumo à zona Sul para curtir a praia.
14Letra de "As Caravanas" com Chico Buarque
14É um dia de real grandeza, tudo azul
10Um mar turquesa à la Istambul
6Enchendo os olhos
10E um sol de torrar os miolos
10Quando pinta em Copacabana
9A caravana do Arará
8Do Caxangá, da Chatuba
9A caravana do Irajá
7O comboio da Penha
9Não há barreira que retenha
5esses estranhos
16Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
24A caminho do Jardim de Alá - é o bicho, é o buchicho, é a charanga
12Diz que malocam seus facões e adagas
13Em sungas estufadas e calções disformes
10Diz que eles têm picas enormes
8E seus sacos são granadas
8Lá das quebradas da Maré
13Com negros torsos nus deixam em polvorosa
15A gente ordeira e virtuosa que apela
11Pra polícia despachar de volta
4populacho
4pra favela
9Ou pra Benguela, ou pra Guiné
9Sol, a culpa deve ser do sol
9Que bate na moleira, o sol
10Que estoura as veias, o suor
11Que embaça os olhos e a razão
11E essa zoeira dentro da prisão
10Crioulos empilhados no porão
9De caravelas no alto mar
16Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
15Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
11Ou doido sou eu que escuto vozes
8Não há gente tão insana
9Nem caravana do Arará
9Sol, a culpa deve ser do sol
9Que bate na moleira, o sol
10Que estoura as veias, o suor
11Que embaça os olhos e a razão
11E essa zoeira dentro da prisão
10Crioulos empilhados no porão
9De caravelas no alto mar
16Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
15Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
11Ou doido sou eu que escuto vozes
8Não há gente tão insana
9Nem caravana do Ara