[Verso]
10Eu bebi da raiva co
mo sumo
11Deve ser por isso que eu
não durmo
10Sim eu já errei, isso as
sumo
15Mas não fiques se é p'ra fazeres disso as
sunto
16O nosso amor
foi morto-
vivo, hoje é de
funto
12Sais
do nada, voltas, gritas que sou
tudo
14E ou se nado ou é desta que me a
fundo
14É ma
drugada e queres discutir a
fundo
14Sou caos
e calma, é no centro que me
fundo
14Sou toda
a alma mas dizes que te con
fundo
14Na tu
a sala não te vejo entre o
fumo
15Não sei se é karma ou se sou eu que te con
sumo
14Fecho
a porta, desta vez eu deixo o trin
co
14Fe
chas-me a porta, gritas, dizes que te min
to
14E na ver
dade a saudade é labirin
to
16Entre o que é certo e é certo saber que sin
to
14Ficou mórbido o
que um dia foi boni
to
13Os poemas não se ouvem entre os gri
tos
12Sinto muito sentir tanto e admi
to
14Que saio
com mais vontade do que a que fi
co
15Então odeia-me e eu
odeio-
te de volta
13Cospe no prato
e cospe na minha boca
13Diz que sou erro, que sou dama,
que sou louca
16Que te en
gano e que
a esperança
está morta
15Dá-me a culpa, dá-me a morte, leva a
taça
13Dá-me a fuga em forma de ame
aça
13Diz que a dor
é grande mas que também
passa
11E para de passar em minha
casa
13Não pegues fogo
p'ra depois vir pedir
água
15Se acredi
tasse em ti,
já nem de mim gos
tava
15Se acredi
tasse em ti, o tiro acer
tava
15Se acredi
tasse em ti, eu
já nem respi
rava
13Deixa-me só, preciso de ficar so
zinha
15Acen
ta o pó enquanto eu fumo na co
zinha
13Eu dizia
que a dor é minha vizi
nha
13A
final nem sabi
a quantos quartos
tinha
13Não estou p'ra ninguém, cortei a campa
inha
15A mágoa arrasta,
não lhe vou fazer bainha
14Acendo a vela, selo
esta vida minha
15Onde
foi o so
nho que era meu e
sei que tinha