Carminho Carta A Lisboa Fado Alexandrino Do Rocha

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[Verso 1]

14Tal qual o velho Tejo e as águas p'ra depois
14Aqui me tens na espera de quem partiu de mim
14Em ti Lisboa eu vejo as horas de nós dois
14E sei não ser quem era num tempo antes do fim
14Em ti Lisboa eu vejo as horas de nós dois
14E sei não ser quem era num tempo antes do fim
[Verso 2]

14Como eu, barcos parados cansados deste mar
14Ocultam liberdades na frágil luz das velas
15Que às mãos doutros recados que o vento quis roubar
16Perderam-se as saudades, fecharam-se as janelas
15Que às mãos doutros recados que o vento quis roubar
16Perderam-se as saudades, fecharam-se as janelas
[Verso 3]

14Assim vivo comigo num rio de mim p'ra mim
17Maiores os dias de hoje são menos que outros dias
14Talvez por ser abrigo dalguém que antes do fim
16Me chega e que me foge deixando as mãos vazias
14Talvez por ser abrigo dalguém que antes do fim
16Me chega e que me foge deixando as mãos vazias
[Verso 4]

13E há tanto por dizer nas linhas desta dor
16Que a voz do que magoa confunde-me o desejo
14Aqui espero por ter o rio do meu amor
15Correndo em ti Lisboa tal qual o velho Tejo
14Aqui espero por ter o rio do meu amor
15Correndo em ti Lisboa tal qual o velho Tejo