Carlos-do-carmo Por Morrer Uma Andorinha

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End rhyme Internal rhyme
8Se deixaste de ser minha
8Não deixei de ser quem era
9Por morrer uma andorinha
9Não acaba a primavera
9Como vês não estou mudado
8E nem sequer descontente
9Conservo o mesmo presente
9E guardo o mesmo passado
10Eu já estava habituado
8A que não fosses sincera
11Por isso eu não fico à espera
11De uma emoção que eu não tinha
8Se deixaste de ser minha
8Não deixei de ser quem era
9Vivo a vida como dantes
7Não tenho menos nem mais
8E os dias passam iguais
8Aos dias que vão distantes
8Horas, minutos, instantes
8Seguem a ordem austera
10Ninguem se agarre à quimera
10Do que o destino encaminha
10Pois por morrer uma andorinha
9Não acaba a primavera