[Estrofe 1]
5No teu
poema
14Existe um ver
so em branco e sem
medida
12Um corpo que respira,
um céu aberto
12Janela debruçada para
a vida
[Estrofe 2]
5No teu poe
ma
12Existe a dor calada lá no
fundo
13O passo da coragem em casa escu
ra
14E, aberta, uma varanda para o
mundo
[Refrão 1]
6Existe a noite
14O riso e a voz re
feita à luz do
dia
17A festa da Senhora da
Agonia
e o cansaço
13Do corpo que
adormece em cama
fria
6E
xiste um rio
12A sina de quem nasce fraco ou
forte
18O risco, a raiva e
a luta de quem cai
ou que resis
te
13Que vence ou a
dormece antes da
morte
[Estrofe 3]
5No teu po
ema
14Existe o grito
e o eco da me
tralha
11A dor
que sei de cor mas não recito
12E os sonos
inquietos de quem
falha
[Estrofe 4]
5No teu poema
12Exis
te um cantochão alentejano
13A rua e o
pregão de uma varina
14E um
barco asso
prado a todo o pano
[Refrão 2]
6E
xiste um rio
12O canto em vozes jun
tas, vozes certas
18Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
11No cais da nova nau
das Descobertas
6E
xiste um rio
12A sina de quem nasce
fraco ou forte
18O risco, a raiva
e a luta de quem cai
ou que resiste
13Que vence ou
adormece antes da morte
[Outro]
5No
teu poema
16Existe a esperança acesa atrás do
muro
14Existe tudo o mais que
ainda escapa
11E um ver
so em branco à es
pera
4Do futuro