Carlos-do-carmo Fado Da Saudade

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End rhyme Internal rhyme
14Nasce o dia na cidade, que me encanta
13Na minha velha Lisboa, de outra vida
12E com um nó de saudade, na garganta
16Escuto um fado que se entoa, à despedida
12E com um nó de saudade, na garganta
16Escuto um fado que se entoa, à despedida
14Foi nas tabernas de Alfama, em hora triste
12Que nasceu esta canção, o seu lamento
14Na memória dos que vão, tal como o vento
13O olhar de quem se ama e não desiste
14Na memória dos que vão, tal como o vento
13O olhar de quem se ama e não desiste
15Quando brilha a antiga chama, ou sentimento
14Oiço este mar que ressoa, enquanto canta
13E da Bica à Madragoa, num momento
15Volta sempre esta ansiedade, da partida
14Nasce o dia na cidade, que me encanta
13Na minha velha Lisboa, de outra vida
12Quem vive só do passado, sem motivo
14Fica preso a um destino, que o invade
12Mas na alma deste fado, sempre vivo
13Cresce um canto cristalino, sem idade
12Mas na alma deste fado, sempre vivo
13Cresce um canto cristalino, sem idade
14É por isso que imagino, em liberdade
12Uma gaivota que voa, renascida
13E já nada me magoa, ou desencanta
13Nas ruas desta cidade, amanhecida
12Mas com um nó de saudade, na garganta
16Escuto um fado que se entoa, à despedida