Carlos-do-carmo Fado Da Pouca Sorte

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End rhyme Internal rhyme
11De manhã a vender na Avenida
17Ou à tarde nas ruas da Baixa — está ocauteleiro
10Agritar que háhoras na vida
16À carteira de quenão tem pão porque não tem dinheiro
10Tantos contos que são a taluda
16Tantas notas sonhadas só ele as atira p'rò ar
11Já que a sorte da gente não muda
15Que tristeza termos de pensar isto vai a jogar!
9Quinze mil quatrocentos e três
8Nove mil trezentos e dez
18Mas o mal que o dinheiro nos fez durante a vida toda
9Amanhã não anda à roda!
11Um bilhete que sabe a desgraça
16Uma vida passada à espera da terminação
10Mas o cauteleiro é que passa
16A má sorte jogada no duro da aproximação
12A voz lenta apregoa a cautela
18Esperança louca de quem nunca teve uma nota na mão
10Mas a sorte também tem com ela
16A miria de quem faz do jogo o seu ganha-pão
9Quinze mil quatrocentos e três
8Nove mil trezentos e dez
18Mas o mal que o dinheiro nos fez durante a vida toda
9Amanhã não anda à roda!
9Quinze mil quatrocentos e três
8Nove mil trezentos e dez
18Mas o mal que o dinheiro nos fez durante a vida toda
9Amanhã não anda à roda!