Carlos-do-carmo Cancao De Madrugar

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End rhyme Internal rhyme
6De linho te vesti
7De nardos te enfeitei
8Amor, amor que nunca vi
2Mas sei
11Sei dos teus olhos acesos na noite
7Sinais de bem despertar
11Sei dos teus braços abertos a todos
6Que morrem devagar
12Sei, meu amor inventado, que um dia
8Teu corpo pode acender
12Uma fogueira de sol e de fúria
6Que nos verá nascer
6Irei beber em ti
6O vinho que pisei
8O fel, o fel do que sofri
3E dei, dei…
12Dei do meu corpo um chicote de força
8Rasei meus olhos com água
13Dei do meu sangue uma espada de raiva
9E uma lança de mágoa
14Dei do meu sonho uma corda de insónias
8Cravei meus braços com setas
11Descobri rosas, alarguei cidades
7E construí poetas
9E nunca, nunca te encontrei
7Na estrada do que fiz
6Amor que não logrei
2Mas quis
12Sei meu amor inventado que um dia
8Teu corpo há de acender
12Uma fogueira de sol e de fúria
6Que nos verá nascer
2Então:
12Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos
12Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas
12Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas
12Nem forcas, nem cardos, nem dardos, nem guerras
12Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos
12Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas
12Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas
2Nem mal