[Refrão: Capicua]
16É uma certa mor
bidez de ver sempre o lado
mau
15Como aqueles que
param p'ra ver os a
cidentes
16Di
zes que é só
lucidez e que em
ti é natural
17Mas eu acho que é a
mágoa que te suja as len
tes
16Uma certa surdidez de ver sempre
o que é pior
14Como aqueles amantes des
crentes no amor
13Mas mantens a solidez, que
te faz semprе maior
15Do que a perda, do que еssa sombra,
do que essa dor
[Verso: Capicua]
25A
pontas a lanterna para a
cova ignorando o sol que
bate na encosta
16A montanha está iluminada mas nem
o notas
15Se subisses, vias a pai
sagem mas nem
o gostas
18As tuas sobrancelhas são como a linha do ho
rizonte
11Parecem concretas, como
a ponte
12Parecem estar próximas, ao alcance
13Mas encerram a lonju
ra do fim do mundo
12E o bu
raco é fundo, é
bem fundo
22Esgravatas na terra à procura das os
sadas da tua his
tória
16Em busca de uns fi
apos de fé e de me
mória
14P'ra compor um sentido,
para dar um sen
tido
15E se
tivesses sentido, ou
talvez persen
tido
10O que teria mudado?
Nada
20Nem meio cheio,
nem meio vazio, um copo quebrado, par
tido
12De tanto brindarmos uma
e outra vez
13Ao meu otimismo e à tu
a morbidez
[Bridge: Capicua & Paulo Flores]
18O dia em que
ele não veio foi, foi de
tristeza p'ra mim
18O dia em que
ele não veio foi, foi de tristeza p'ra mim
7Serei
a do mar levou
17Nem meio
cheio, nem meio vazio, um
copo partido
17Nem meio chei
o, nem meio vazio, um copo partido
17Nem meio chei
o, nem meio vazio, um copo partido
17Nem meio chei
o, nem meio vazio, um copo partido
7Serei
a do mar levou
[Refrão: Capicua]
16É uma certa mor
bidez de ver sempre o lado
mau
15Como aqueles que
param p'ra ver os a
cidentes
16Di
zes que é só
lucidez e que em ti é natural
17Mas eu acho que é a
mágoa que te suja as len
tes
16Uma certa surdidez de ver sempre
o que é pior
14Como aqueles amantes des
crentes no amor
14Mas mantens a solidez, que te
faz sempre maior
16Do que a per
da, do que essa som
bra, do que essa dor