[Intro - José Gomes Ferreira]
9(
Hoje a minha dor é
esta
8No pasmo dos desca
minhos:
10Querer deitar
fogo à flo
resta
6Sem queimar os
ninhos
6Nem o sol da
sesta.)
[Verso 1]
16Tu co
nheces as minhas fases todas, como a
lua
18E desconheces que a vida muda,
até a tua
lupa
16E que eu não sou a única que está di
ferente
18E não há uma só
crítica ou vítima em jul
gamento
16Eis o reconhe
cimento, vamos começar
de novo
16Reconhecermos
os erros é conhecermos
o outro
19Faço o que é suposto, o reco
meço é neces
sário
18Seco
as lágrimas do rosto em mais um aniver
sário
18E con
fio que por
muito que isto tudo seja um erro
18Tem de haver a recompensa para se ser
tão ingénuo
17E eu juro, fin
jo que paro, digo que
saio, mas não vou
18Eu ca
lo e quando falo, eu
nunca abro
o jogo todo
18Eu fico,
achando que arco, mas depois ma
to o que restou
17Não
queima, então não chega porque amor
pra mim é fogo
20Insisto, eu não
desisto e ainda
resisto a mais um teste
18Se não
é isto, não existe, porque amor
tem de ser este
18E eu
deitava fogo
à casa com pala
vras se pudesse
18Eu pu
nha o pé na estrada e não volta
va mais a ver-te
18Eu rezava se soubesse ou se desse algum resul
tado
19E se houvesse alguma pre
ce que mudas
se o meu pas
sado
16Pra não te ter tatuado a ferro
quente no colo
19Com a frie
za de quem queima a mata com u
ma lupa ao sol
18Pra não te ter sempre ao lado
em fantasma quando não estás
19Sen
tindo que olhar para a
frente é voltar
a andar pra trás
18Tatu
ado a ferro
quente, queimo a
mata, lupa ao sol
18O passado à minha fren
te e um fan
tasma no meu colo
18Tatu
ado a ferro quen
te, queimo a
mata, lupa ao sol
18O passado à minha fren
te e um fan
tasma no meu colo