[Verso 1]
18Eu calo as palavras, poupo no vo
cabulário. É
que
20Pa
ra o meu silêncio ainda não há um di
cionário
16E
eu não falo sem pensar e não
quero pensar de
mais
13Dispenso in
terpretações emocionais
18Co
mo todas as mulheres
quero sentir que sou dife
rente
13Sou o cliché da
vida toda pela
frente
15Carente q.b. como um domingo
persistente,
em que
14Não sei por
quê a gente tem o olhar au
sente
14Sou insegura, ponho a lupa nos de
feitos
16Tenho
a fúria do es
pelho, dúvidas no
peito
18Às ve
zes não me valorizo, não grito quando é pre
ciso
20Não tenho juízo
e vivo em função de outro in
dividuo
15Sou imperfeita mas esse é o nosso ca
risma
16Se
cisma e não aceita, não consegue ver um
cisne
17Beleza não se fin
ge, aquilo que tu e
manas,
mana
19Como uma esfin
ge fica sólida, uma deusa hu
mana
[Bridge]
15E quando fra
quejares vais repetir num
sussurro
16Aquilo que eu canto p’
ra sorrir num dia es
curo
16Aquilo que eu canto p’ra sorrir num dia es
curo
[Refrão]
13Eu
cheiro a alfazema. Eu sou po
ema
18Eu
sou aquela que tu
querias ao teu lado no ci
nema
13Eu cheiro a alfazema. Eu sou po
ema
18Eu
sou aquela que tu querias ao teu lado no ci
nema
[Verso 2]
13Somos o fruto da cultura que
nos tolhe
16Que nos escraviza p’la expectativa que
escolhe
16Impor em nossos corpos
tortos para caber
num molde
16Impor em nossos sonhos
mortos para servir a
prole
16Comportamentos amenos a menos que sejas
louca
19Com
recato e em
privado não te exponhas como a
outra
18Abre menos essa
boca, poupa o
teu questionamento
18Ros
to e corpo no pon
to e com pouco pen
samento. Tento
15Fa
zer diferente,
ser diferen
te dessa norma
18Militante
mente. Ser exemplo, contradi
zendo-o sempre
14Con
tradições nascem com tradições opressivas
15Como lições
para sermos
fracas e reprimidas
16Sem
auto-esti
ma postas de lado
como um talher
12Não foi p’ra
isso que nasci uma mulher
14Não vou cumprir com a puta da
espectativa
16Não é para ela
que oriento
a minha vida
[Bridge]
14Não vou cum
prir com a puta da espec
tativa
16Não é para ela que
oriento a minha vida
14E fraquejando vou repetin
do num sussuro
16Aquilo que eu
canto p’ra sorrir num
dia escuro
14E fraquejando vou repetindo num sussuro
16Aquilo que eu
canto p’ra sorrir num dia escuro
[Refrão]
13Eu
cheiro a alfazema. Eu sou po
ema
18Eu
sou aquela que tu
querias ao teu lado no ci
nema
13Eu cheiro a alfazema. Eu sou po
ema
18Eu
sou aquela que tu querias ao teu lado no ci
nema
[Verso 3]
14Se o cor-de-ro
sa, vem colorir o cin
zento
18E se querem que o
embrulho ta
pe a dor que dói por
dentro
19Eu renunci
o ao desespero,
eu recuso o que não
quero
20Não alimen
to o degredo que deriva
do apego. E
peço
13Ao universo que me dê o que me
reço
20Sei que re
cebo o que
ofereço de regres
so sempre em
dobro
18Não me contento com pou
co, não co
biço o que é do
outro
22Eu acredi
to no meu esforço e ergo sempre o meu pescoço.
Posso
15Perder-me às ve
zes, não vendo
a rosa-dos-
ventos
19Mas tento deixar mi
galhas para saber voltar a tempo.
Posso
15Perder-
me às vezes, não vendo
a rosa-dos-ventos
17Mas tento deixar mi
galhas para saber voltar a
tempo
[Refrão]
13Eu
cheiro a alfazema. Eu sou po
ema
18Eu
sou aquela que tu
querias ao teu lado no ci
nema
13Eu cheiro a alfazema. Eu sou po
ema
18Eu
sou aquela que tu querias ao teu lado no ci
nema
8(Eu cheiro a alfa
zema
5Eu sou po
ema...
5Eu sou po
ema...
5Eu sou po
ema...)