[Intro]
15Eu tô com os nordestinos,
tenho muita
gratidão
17Pelo auxílio dos sulistas
nessa seca
do sertão
15Mas não dou u
ma esmola a um homem
que é são
16Ou lhe mata de vergonha, ou vicia o
cidadão
[Verso 1: Black Alien]
23Mergulhe comi
go, me siga no raggamuffin, me
deixe falar
a verdade
15Enfim
no raggamuffin mais transante
da cidade
13Black Alien e
Speed, DJ Castro
e o Rica
17Home
nagem a Gonzagão, mas que responsabilida
de
13O
rap e o forró, baião
e jungle num só
16Deixa nego
na poeira, deixa nego
na saudade
8De sol a sol, de sol a sol
16Queimando até a cinza
na fogueira das vaidades
3Troféu
no
1hall
10, e ocê
deixa autoridade
13É
seu dever dar de comer a
dignidade
18A terra dos porta vozes em
estado de ca
lamidade
6Ori
ginal rude
7, Faroes
te Caboclo
2sty
le
[Verso 2: Speed Freaks]
19Aqui tá os nossos filhos, o poder que quer colocar nos
trilhos
11Vidas se estragando como
milho
15Ensinos, crianças, vermes e
bacilos, e ví
rus
22Se alimentando
da poeira aglomerada na [?]
rachada em blocos
19Dei
xando a amostra o que foram raízes das diretri
zes
12A umida
de entra pelos na
rizes
15Retarda a mor
te, camufla a crise, o cri
me
20A merce dos gordos
de terno e
gravata, inchados de u
ísque
10Bebericando seu Dry Mar
tini
21Fervores
e crânios, brinquedos
macabros, miragens de
Gerânios
11Enganam os olhos do povo
de Speed
15Mulecada se assusta com [?] de
tamanha barba
12O barulho da pole
que avassala
15Jogando pra devorar a sopa
de água rala
22Já basta a gentileza de pensar com carinho nos pro
blemas da seca
7Onde
quer que esteja
22Há mortos e feridos, humilhados também fazem parte
desse peleja
[Verso 3: Black Alien & Speed Freaks]
15Eu tô com os nordestinos que têm muita
gratidão
17Pelo auxílio do sulista nessa seca
do sertão
15Mas não dou u
ma esmola a um homem
que é são
16Ou lhe mata de vergonha, ou vicia o
cidadão
16E é
por isso que pedimos proteção a
vosmecê
17Homem por nós escolhido para as rédias
do poder
12Pois,
doutor, dos 20 estados, temos 8
sem chover
16Veja bem, quase a metade do Brasil tá
sem comer
18Dê serviço ao nosso povo, encha os rios de
barragem
16Dê comida
pro sertão, e não esqueça da
cidade
15E assim
nossa escola e no fim não existe [?]
17E
pagando até os juros sem gastar nossa
coragem
16Se o doutor fizer assim, salve um pou
co do sertão
15Manda um peda
ço pra mim da ri
queza da nação
15Nunca mais trouxesse seca, vira tu
do nesse chão
15Vamos ver nos
so destino que cê tem na vossa mão