[Verso 1]
18Era
um cidadão comum como esses que se
vê na rua
18Fala
va de negóci
os, ria, vi
a show de mulher nua
18Vivia o dia e não o sol, a noite e
não a lua
18Acordava sempre cedo,
era um passari
nho urbano
16Embarcava no metrô, o nosso metro
politano
17Era um homem de bons modos, com licença,
foi engano
[Refrão]
19Era feito aquela gente ho
nesta, boa
e comovida
18Que caminha para a morte
pensando em
vencer na vida
19Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
17Que tem no fim da tarde a sensação da
missão cumprida
[Verso 2]
17Acreditava em Deus e em ou
tras coisas in
visíveis
15Dizia sempre sim aos
seus senhores in
falíveis
15Pois é; tendo
dinheiro não há coisas im
possíveis
17Mas o anjo do Senhor, de quem nos fala o Livro
Santo
18Desceu do céu pra uma cerveja,
junto dele, no seu
canto
18E
a morte o carregou, feito um
pacote, no seu
manto
[Refrão]
19Era feito aquela gente ho
nesta, boa
e comovida
18Que caminha para a morte
pensando em
vencer na vida
19Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
17Que tem no fim da tarde a sensação da
missão cumprida
[Saída]
9Que a terra lhe seja leve