[Verso 1]
15Dentro do carro, sobre
o trevo a cem por hora
16Ó,
meu amor, só tens agora os ca
rinhos do motor
18E
no escritó
rio em que eu trabalho e fico rico
15Quanto mais eu
multiplico, diminui
o meu amor
17Em cada luz de
mercúrio vejo a luz do
seu olhar
15Passas praças, viadutos, nem te lembras
de voltar
6De voltar, de voltar
[Refrão]
13No corcovado, quem abre os braços
sou eu
14Copacabana, esta semana o mar
sou eu
16Como é perversa
a juventude do meu co
ração
15Que só enten
de o que é cruel,
o que é paixão
[Verso 2]
13E as paralelas dos pneus n'água das ruas
16São duas
estradas nuas em que foges do
que é teu
20No
apartamento, oita
vo andar,
abro a vidraça
e grito
16Grito quando o carro pas
sa, "Teu infini
to sou eu"
6Sou eu, sou
eu, sou eu
[Refrão]
13No corcovado, quem abre os braços
sou eu
14Copacabana, esta semana o mar
sou eu
16Como é perversa
a juventude do meu co
ração
15Que só enten
de o que é cruel,
o que é paixão