Belchior Caso Comum De Transito

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1]

17Faz tempo que ninguém canta uma canção, falando fácil
8Claro-fácil, claramente
12Das coisas que acontecem todo dia
8Em nosso tempo e lugar
10Você fica perdendo o sono
20Pretendendo ser o dono das palavras, ser a voz do que é novo
17E a vida, sempre nova, acontecendo de surpresa
10Caindo como pedra o povo
13E a tarde, quando eu volto do trabalho
12Mestre Joaquim pergunta assim pra mim:
12"Como vão as coisas? Como vão as coisas?
9Como vão as coisas, menino?"
12"Como vão as coisas? Como vão as coisas?
9Como vão as coisas, menino?"
7E eu respondo assim:
14"A minha namorada voltou para o norte
17Ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom
12Meu melhor amigo foi atropelado
15Voltando para casa, caso comum de trânsito
16Caso comum de trânsito, caso comum de trânsito
8Caso comum de trânsito
18Caso, caso comum de trânsito, caso comum de trânsito
8Caso comum de trânsito"
15Pela geografia, aprendi que há no mundo
19Um lugar, onde um jovem como eu pode amar e ser feliz
12Procurei passagem: avião, navio
11Não havia linha pra'quele país
17Não havia linha, não havia linha pra'quele país

[Interlúdio]

39- E aquele poeta, moreno e latino, que, em versos de sangue, a vida e o amor escreveu... Onde é que ele anda?
6- Ninguém sabe dele...
6- Fez uma viagem ?
6- Não, desapareceu
[Saída]

12Deite ao meu lado, dá-me o teu beijo
12Toda a noite o meu corpo será teu
12Eles vêm buscar-me na manhã aberta
12A prova mais certa que não amanheceu
12Não amanheceu, não, não amanheceu, não
8Não amanheceu, menina
10Não amanheceu, não amanheceu
8Não amanheceu ainda