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End rhyme Internal rhyme
[Intro: Paulo Roberto]

11Este ritmo binário, nário
17Que é o alicerce principal de quase todos ritmos
11Da canção popular do Brasil, Brasil
9Veio importado de longe
14Das placas ardentes da África, da África
12Onde o sol queimou a pele dos homens
14Até carbonizá-la em negro, negro, negro
15O compasso tão simples que reproduz em tom grave
11As batidas do próprio coração
21Atravessou o atlântico sob a bandeira dos navios negreiros
17Servindo para marcar o andamento de melopeias
17Que vinham dos porões em vozes gemidas e magoadas
[Verso]

11Somos argila do divino mangue
12Suor e sangue, carne e agonia
8Sangue quente, noite fria
13A matéria é escrava do ser livre
15A questão não é se estamos vivos, é quem vive
15Capitães de areia não sentem medo de nada
10e essa altura do enredo
15A Asa Branca dança no lago do Cisne Negro
11Pretos de terno sem ser no emprego
16Meus pretos de terno em festas que não sejam enterros
18Meu fim é doloso, Jovem preso em espírito idoso
17Medroso, me jogo no mar, aquário de Iemanjá
10O sol nasce no Rio Vermelho
12Me olho no espelho embriagado
6De volta ao centro
11A poesia habita o trago
12Observo o estrago do silêncio
13A boêmia em seu maldito vício
14Parei no precipício do ultimo maço
6Último abraço
11Minha imaginação, meu asilo
12Sabendo que melhor que sentir o beijo
11É a sensação antes de senti-lo
8Senti Exu, virei Exu
16Esse é o universo no seu último cochilo

[Saída: KL Jay]

15Exu afirma seu ponto aqui nesse terreiro
6Exu do Blues, salve
6Exu do Blues, salve
15Exu afirma seu ponto aqui nesse terreiro
5Nova geração
(
3Atenção
)
5Nova geração
3(Atenção)
11Da Bahia de São Salvador, Brasil
8Bra, bra, Brasil, bra, bra, Brasil
11Da Bahia de São Salvador, Brasil
8Salvador, terra sagrada
9Exu é o dono da rua
8Foi ele quem veio de lá
11Seu reinado é do povo da lira
11Mensageiro, ele vai te ajudar
2Negro