Ana-moura O Meu Amigo Joao

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End rhyme Internal rhyme
8Em que terras te perdeste
8Se por nada lá morreste
7Meu amigo, meu irmão
19De nascença duvidosa / Proíbiram a tua infãncia
18Transformaram-te em distãncia / Como braços de alcançar
16Foste folha a flutuar / Arrastada p'la corrente
16E o teu sangue foi semente / Dos cifrões doutro lugar
16Gostavas de ouvir cantar / As modas da nossa terra
18E a verdade que ela encerra / No seu jeito popular
15Teu corpo de tudo dar / Corre nas veias do mundo
16Imenso, fértil, fecundo / Com força de terra e mar
17Ponho em ti o recordar / Na agrura da tua morte
17Por sobre o sangue a gritar / Que não foi azar nem sorte
16E a força do vento norte / Levou teu grito na mão
15Meu amigo, meu irmão / Quem forçou a tua sorte