Ana-moura Nao E Um Fado Normal

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[Estrofe 1: Ana Moura]

4Olhas p'ra mim
8Com esse ar reservado
9A estoirar pelas costuras
9Nem sei se estou em Lisboa
10Será que é Tóquio ou Berlim?
7Tu não me olhes assim!
10Porque o teu olhar tem ópio
9Tem quebras nos equinócios
7Pitadas de gergelim
[Estrofe 2: Ana Moura]

7Mas se isto é fado
9Ponho o gergelim de lado
7Vou buscar o alecrim
9E tu sempre a olhar p'ra mim
9Como se alecrim aos molhos
8Atraíssem os teus olhos
8Não tenho nada com isso
10Alguém que quebre este enguiço
8Que eu não respondo por mim
[Refrão: Ana Moura]

9E já estou quase a trocar
11O mal pelo bem e o bem pelo mal
6Se isto é fado
7Não é um fado normal
14A trocar, o mal pelo bem e o bem pelo mal
7Não é um fado normal

[Estrofe 3: Ana Moura]

5Vou por lugares
8Nunca dantes visitados
9E há que ter alguns cuidados
7Porque bússola não há
9E baralham-se os sentidos
8Se andamos ao Deus-dará
8Sem sentinelas nos olhos
8Vou confiar no ouvido
9E nada vai estar perdido
[Estrofe 4: Ana Moura]

7Mas se isto é fado
8Vou entristecer o quadro
9P'ra tom de cinza acordado
9Que eu não quero exagerar
8No meio do nevoeiro
8Teimo em ver o teu olhar
8Que sei não ser derradeiro
8Alguma coisa se solta
8Que talvez não tenha volta
[Refrão: Ana Moura]

9E já estou quase a trocar
11O mal pelo bem e o bem pelo mal
6Se isto é fado
7Não é um fado normal
14A trocar, o mal pelo bem e o bem pelo mal
7Não é um fado normal

[Refrão: Gaiteiros de Lisboa]

9E já estou quase a trocar
11O mal pelo bem e o bem pelo mal
6Se isto é fado
7Não é um fado normal
14A trocar, o mal pelo bem e o bem pelo mal
7Não é um fado normal
[Conclusão: Gaiteiros de Lisboa e Ana Moura]

6Se isto é fado
6Se isto é fado
7Não é um fado normal