Ana-moura Janela Escancarada

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1]

14Trago este fado de viver intensamente
13No peito a chama que há-de sempre arder
14Gaivota em terra, tempestade iminente
12De cruz ao peito, não há nada que temer
[Verso 2]

11Bordei palavras e signos na pele
12E deixei lágrimas à mercê da sorte
11Os meus segredos não rimam no papel
13E até rendida eu não me dou à morte
[Refrão]

10Tenho uma janela aberta
9No meu peito, escancarada
13De ferro forjado, não te piques a entrar
8Eu vou esconder-me por trás
8Da renda branca, bordada
12E pelo rio dos meus olhos navegar
[Verso 3]

15Ó Santo António, ensina-me os limites
13Desta vivência eterna num segundo
14Para os meus olhos não brilharem sempre tristes
13E o coração não andar tão moribundo

[Verso 4]

13Pois neste fado dispenso normalidades
15E vivo o instante como se não houvesse fim
14Eu me apaixono por pessoas e cidades
14E hei-de morrer deste amor que nasce em mim
[Refrão]

10Tenho uma janela aberta
9No meu peito, escancarada
13De ferro forjado, não te piques a entrar
8Eu vou esconder-me por trás
8Da renda branca, bordada
12E pelo rio dos meus olhos navegar
10Tenho uma janela aberta
9No meu peito, escancarada
13De ferro forjado, não te piques a entrar
8Eu vou esconder-me por trás
8Da renda branca, bordada
12E pelo rio dos meus olhos navegar