[Verso 1]
14Trago este fado de viver inten
samente
13No peito a chama que há-de sempre arder
14Gaivota em terra, tempestade i
minente
12De cruz ao peito, não há nada
que temer
[Verso 2]
11Bor
dei palavras e
signos na pele
12E deixei lágrimas à
mercê da sorte
11Os meus se
gredos não rimam no papel
13E até rendi
da eu não me dou à morte
[Refrão]
10Tenho uma janela aberta
9No meu peito, escan
carada
13De ferro forja
do, não te piques a
entrar
8Eu vou esconder-me por
trás
8Da renda branca, bor
dada
12E pelo rio dos meus olhos na
vegar
[Verso 3]
15Ó Santo António, ensi
na-me os limites
13Desta vivência eterna num
segundo
14Para os meus olhos não bri
lharem sempre tristes
13E o coração não andar tão mo
ribundo
[Verso 4]
13Pois neste fa
do dispenso normalidades
15E vi
vo o instante como se não houves
se fim
14Eu me apaixono por pesso
as e cidades
14E hei-de morrer deste amor que nasce
em mim
[Refrão]
10Tenho uma janela aberta
9No meu peito, es
cancarada
13De ferro forja
do, não te piques a
entrar
8Eu vou esconder-me por
trás
8Da renda branca, bor
dada
12E pelo rio dos meus olhos na
vegar
10Tenho uma janela aber
ta
9No meu peito, escanca
rada
13De ferro forja
do, não te piques a entrar
8Eu vou esconder-me por
trás
8Da renda branca, bor
dada
12E pelo rio dos meus olhos na
vegar