Ana-carolina O Cristo De Madeira

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End rhyme Internal rhyme
9Saiu da cadeia sem um puto
8Sol na cara monstruoso
11Ele é da alma "trip" dos malucos
8Belo, mas nunca vaidoso
11Um dia comparado a mil anos
8Saiu lendo o evangelho
12Vida e morte valem o mesmo tanto
12Evolução do novo para o velho
11Puxava seus cabelos desgrenhados
12Vendo a vida assim fora da cela
9Não quis ficar ali parado
9Aguardando a sentinela
11A vida parecia reticente
12Sabia do futuro e do trabalho
11Lembrou de sua mãe já falecida
12Verdade era seu princípio falho
9Pensando com rugas no rosto
10Olhava a massa de cimento
9A sensação da massa fresca
11Transmitia às mãos o seu tormento
11Trabalhava, ganhava quase nada
8Fazendo frio ou calor
10Difícil era quem aceitasse
7Um cara que já matou...
10Se olhou como um assassino
9No espelhinho da construção
12O que viu foi sua cara de menino
9Quando criança, com seu irmão
8Aonde anda seu irmão?
9Em algum buraco pelo chão
10Ou frequenta alguma igreja
9Chamando a outros de irmãos...
8Sábios não ensinam mais
9Refletiu sua sombra magra
10Com o pouco que raciocina
10Ele orava, ele orava
8Mas o Cristo de madeira
7Não lhe dizia nada!
8Mas o Cristo de madeira
7Não lhe dizia nada!
8Mas o Cristo, brincadeira!
7Não lhe dizia nada...