[Verse 1]
14Debai
xo da mosca, escon
deu-se uma mesa
15Um belo par de orelhas
suspende a
cabeça
13Nos gon
zos da porta, mo
ve-se uma casa
15O ci
garro, acossado, foge de u
ma brasa
12A pon
ta do verso cavalga
na rima
13No
lado de baixo, repousa o
de cima
12As margens recuam à beira
do rio
13E o
Tejo desiste depois do
Bugio
[Chorus]
12Se cada sentença tem su
a cabeça
13Talvez o real seja o que não pa
reça
12Quer seja vi
dente, juiz ou ar
tista
13A razão só de
pende do ponto de
vista
[Verse 2]
12As aves pa
radas, vestidas
de vento
13Na
barca da noite, navega o
relento
15Dentro da ca
beça se extingue a me
mória
14Que já não se lembra do fim desta his
tória
[Chorus]
12Se cada sentença tem
sua cabeça
13Talvez o real seja o
que não pareça
12Quer seja vi
dente, juiz ou artista
13A razão só de
pende do ponto de vista
...
12Se cada sentença tem sua cabeça
13Talvez o real seja o que não pareça
12Quer seja vi
dente, juiz ou artista
13A razão só de
pende do ponto de vista