[Estrofe 1]
17Dizem que ele há
mil maneiras de co
zinhar bacalhau
15E que só há
mais Marias que Anas em Portugal
15Mas se eu, A
na Sofia Baca
lhau na certidão
15E desde esse
belo dia, sou
eu, faço questão
[Estrofe 2]
17Quando eu era pequenina, muitos achavam bi
zarro
16Bacalhau de sobrenome tornou-me num bicho
raro
18E a mim, que era gorducha, com este jeito engra
çado
8Dava mui
to conteúdo
17P'ra piadas de mi
údo e cochicho para o
lado
[Pré-Refrão 1]
17Foi com
isso que aprendi que há sempre alguém no
desdém
13Se não gostas de ti, não há de gostar
ninguém
15Desde então que decidi ven
der o meu pei
xe bem
6Ter orgulho no BI
13Va
ler-me do meu QI e da minha voz
também
[Refrão]
16Ana é
nome comum, mas é o meu nome
próprio
18E,
como é próprio de mim,
não podia ser tão
sóbrio
15Um
bacalhau no fim, tenho
peixe por ho
mónimo
15Fica tão bem assim que pa
rece um pseu
dónimo
[Estrofe 3]
18Sou Ana p'ra toda a gente e A
na só para o meu pai
15Sofi
a só lá em ca
sa no colo da mi
nha mãe
17Ba
calhau só p'ra os amigos, colegas de muita
farra
9Desde o
liceu de Benfica
17Há letras com as amigas
quando tocava a gui
tarra
[Pré-Refrão 2]
18Sei que Ana é pe
quenino e mais condiz com a
sardinha
18Com certeza
que essa brasa tem
de ser puxada
à minha
15Pois to
da a gente diz que assim se quer
a mulher
7Sou dona do meu
nariz
17E, como quero ser feliz,
escolho o peixe qu'eu quiser
[Refrão]
16Ana é
nome comum, mas é o meu nome
próprio
18E,
como é próprio de mim,
não podia ser tão
sóbrio
15Um
bacalhau no fim, tenho
peixe por ho
mónimo
15Fica tão bem assim que pa
rece um pseu
dónimo
[Estrofe 4]
19Já
vos disse que sou Ana e
que o meu nome é cá da terra
16Porque lá, na Noruega, neva mais do que
na serra
19Se já
disse, então
repito: isto
não é nome artís
tico
9O e
píteto é bo
nito
16E
de nome de registo passou
a nome de guer
ra
[Refrão]
16Ana é
nome comum, mas é o meu nome
próprio
18E,
como é próprio de mim,
não podia ser tão
sóbrio
15Um
bacalhau no fim, tenho
peixe por ho
mónimo
15Fica tão bem assim que pa
rece um pseu
dónimo